quarta-feira, 28 de maio de 2014

Desabafo: debaixo dos caracóis dos seus cabelos uma ova

Você sabe o que eu fiz à 0h45 do dia 27 de maio de 2014? Assisti vídeos de “como pentear cabelos ondulados”. Daí você me pergunta: porque você estava assistindo isso menino? A resposta: sexta-feira eu tenho uma festa, por esse motivo, preciso treinar o que fazer com esse ninho de pomba bêbada que eu tenho na cabeça. A ideia era ir fantasiado de caçador, mas pelo andar da carruagem, vou acabar adotando o visual Monica Gellar na décima temporada de Friends mesmo.

Antes de prosseguir, gostaria de salientar que esse texto vai diretamente para a minha pastinha de provas de que os roteiristas cagaram totalmente na concepção do meu personagem, o que me dará o direito de fazer a diva arrogante [beijos Floor Jansen] e gritar com várias pessoas, além de pedir para não encostarem em mim e tomar os celulares que fotografarem com flash.

Voltando ao assunto do post, em meio aos muitos vídeos com dicas de escova, chapinha, cremes, ceras e etc. Pensei: eu deveria contar sobre a experiência de ter um cabelo ondulado.

Sim, cabelo onduladinho e cacheado é um charme, mas fique sabendo que esse sexy appeal do “cabelo anjinho style” vem com um preço muito alto a ser pago [e bota alto nisso, já que custear um cabelo tá quase igual a manter um filho da escola particular]. Se qualquer dia você enjoar do perucão, bom, problema seu, não importa o que você faça seu cabelo nunca vai mudar. Sua única solução é raspar.

Você vê um corte novo e pensa: legal, vou tentar. Esqueça! Não vai dar certo. Passe o secador e cinco minutos depois o cabelo está ondulado, tente uma pasta e ele ondula, gel e ele encrespa, um simples ventinho e ele vira um pandemônio. Quando vemos aquele pessoal com um cabelo cacheado bem estiloso, poderoso e sensual, o que não sabemos é que os bastidores provavelmente foram cansativos demais. Sem contar nos muitos dinheiros gastos para deixar as ondinhas bonitinhas e longe de qualquer destruição apocalíptica iminente. 

Pior é quando você consegue deixar ele bonitinho e sempre aparece um idiota com uma mão maldita e cheia de dedos falando: “ai como o seu cabelo é bonitinho” e bagunça todo o trabalho que você levou horas e mais horas para fazer. Qual é o tesão que as pessoas tem em enfiar a mão no cabelo de alguém? Que saco! Isso é invasão de privacidade. Eu me sinto agredido, estuprado, violado. Sem contar que o cabelo provavelmente ficou uma bosta de novo.


Ter o cabelo ondulado não é uma dádiva. Me desculpem Roberto e Erasmo, mas "Debaixo dos caracóis dos seus cabelos" meu cu, ok? [Tá eu sei que a música tem toda uma história macabra de ditadura e exílio por trás, não preciso de aulinhas de histórias, bjs]. É o famoso “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

Então quando você vir alguém com esse tipo de cabelo pense duas vezes antes de dizer: “queria que meu cabelo fosse assim”, porque acredite em mim, você não queria não. Lembre-se desse desabafo.

Mesmo assim, com toda a dificuldade, trabalho e lágrimas de nervoso, eu olho para os meus cachinhos e tenho orgulho deles <3.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dona Adélia, uma senhora que enxerga o coração das pessoas

Esse texto é para contar um pouco sobre uma das experiências mais deliciosas que eu já tive na vida. Há algum tempo, eu prestava serviço voluntário em uma casa de repouso aqui perto de onde moro. Meu trabalho consistia em fazer companhia aos idosos residentes, que já não recebiam visita dos familiares com tanta frequência. Foi nessa missão que conheci (e me apaixonei) pela Dona Adélia, uma senhora de 82 anos, baixinha, cabelos brancos na altura dos ombros que ela tinha orgulho de escovar e dizer que sempre foram o que mais gostava em si mesma.

Dona Adélia sempre me contava história maravilhosas, algumas eu duvidava da veracidade e outras me tocavam muito. Certo dia, ela puxou assunto sobre sexualidade e eu vou contar como foi esse diálogo maravilhoso que mudou minha maneira de enxergar o mundo:

Dona Adélia: eu vi no jornal que um rapaz apanhou.

Eu: sério? A senhora sabe me dizer onde foi isso?

Dona Adélia: ah, foi naquela rua que os jovens vão muito, como chama mesmo?

Eu: augusta?

Dona Adélia: isso... Essa mesmo. Esse mundo está cada vez mais violento. Você toma cuidado por onde anda, não é?

Eu: tomo sim. Evito andar sozinho depois de certa hora e quando preciso, só ando por lugares que eu já conheço.

Dona Adélia: muito bem. O repórter disse que ele apanhou porque era gay.

Eu: pois é, o mundo está assim agora, se você é gay apanha.

Dona Adélia: por isso meu filho, tome muito cuidado.

Comecei a encarar ela. Ela sorriu e disse: eu sempre soube que você era diferente, esses dias eu vi você olhando para um outro rapaz que vem sempre aqui.

Eu, por alguma razão, totalmente sem graça, sorri e disse: foi por isso que a senhora começou a falar sobre o menino que apanhou?

Dona Adélia: foi. Eu queria saber se não estava completamente louca.

Eu: então a senhora não tem problema com isso?

Dona Adélia: eu? Não! O mundo está diferente de quando eu tinha a sua idade, antes eu ficaria horrorizada e tentaria fazer você parar com isso.

Eu: algumas pessoas ainda pensam assim, é triste.

Dona Adélia: você parece triste, o que houve?

Eu: nada não. É que esse preconceito todo me deixa um pouco pra baixo. Acredita que eu já ouvi até que não iria pro céu.

Dona Adélia: porque você não iria para o céu? Aguentar uma velha maluca de 80 anos que só sabe tagarelar sobre a vida, é mérito o suficiente para conseguir um quartinho lá em cima.

Eu: então a senhora não acha que eu vou para o inferno só por gostar de outros meninos?

Dona Adélia: filho, você é bondoso, atencioso e tem uma compaixão que ninguém vê atualmente. Acredito que isso é crédito para chegar aos céus.

Eu: bom, então acho que eu vou para o céu.

Dona Adélia: eu acho bom você ir mesmo, porque não quero ficar lá sozinha.

Eu, já querendo chorar: eu teria de visitar minha avó primeiro, mas a senhora ficaria triste se eu fosse em seguida?

Dona Adélia: depois me traga uma foto da sua avó, vou memorizar e procurar por ela quando eu chegar lá.

Eu: vocês vão se dar muito bem. Eu não a conheci, mas acredito que ela seja maravilhosa, assim como a senhora.

Dona Adélia: vamos esperar por você com bolo e café.

Eu: de cenoura, por favor. Mas será que tem no céu?

Dona Adélia: se não tiver, eles vão ouvir algumas reclamações.


E foi isso. Naquele momento eu percebi que uma senhora de 82 anos, era muito mais mente aberta do que a sociedade atual. Uma mulher que estava limitada a uma casa de repouso, conseguia enxergar as pessoas a partir do que elas realmente eram.

Dona Adélia já faleceu. Foi encontrar minha avó. As vezes minha orelha queima, tenho certeza que são elas falando de mim.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dossiê sobre o comportamento das espécies em situações sociais acompanhadas de álcool: bar

Antes de começar, gostaria de dizer que esse texto não desrespeita nenhum capitulo do "Bro's Code", trata-se apenas de um estudo antropológico sobre o comportamento dos seres humanos de gênero masculino em ambientes sociais que envolvem álcool e danças do acasalamento para chamar a atenção de outras fêmeas ou machos.

Sábado é um dia típico, os seres humanos solteiros de ambos os sexos se juntam em bandos para se exibir,  a fim de conseguirem a atenção do sexo oposto, ou do mesmo sexo. Alguns bandos possuem líder, que decide onde todos devem ir e como devem se comportar, outros são mistos e contam com a presença de seres de ambos os sexos, mas todos estão sob a mesma pressão social: a pegação.

Foi-se o tempo onde os bandos saiam apenas para se divertir, atualmente, se você não beija na boca você é rebaixado três níveis até voltar a ser estagiário. Seu status social e de respeito é definido pela quantidade de saliva que você consegue trocar em uma única noite, ganha pontos extras quem conseguir finalizar com trocas de fluidos corporais, em outras palavras, coito.

Claro, estamos falando dos seres humanos de gênero masculino, as regras mudam completamente se você pertencer ao grupo feminino. Aparentemente na sociedade moderna, a evolução ideológica é feita cuidadosamente para que algumas coisas das eras passadas se mantenham fortes e consistentes. É o caso de toda a restrição em cima da liberdade sexual do grupo feminino. Não pode beijar mais de um macho, não pode copular logo de cara, desrespeite e será a vadia do grupo.



Mas esse texto é para demonstrar como os machos conseguem agir da mesma maneira, independente de se sentirem atraídos por fêmeas ou por outros machos. No último sábado resolvi sair com alguns amigos até uma balada na região da Augusta. O bar, que continha diversas opções de entretenimento como sinuca, pebolim, fliperama e uma pista de dança, me pareceu reunir uma grande quantidade de jovens seres humanos que poderíamos encaixar no grupo de pessoas "descoladas".

Como ultimamente faço parte do grupo de pessoas que não sabem mais se portar em espaços como este, saí para fumar um cigarro e fazer uma ligação. Enquanto tragava meu veneno preferido, parei para observar os grupos que estavam reunidos. Fumar é bem similar ao exercício feminino de ir ao banheiro em bandos, é muito difícil ver pessoas sozinhas. Quando um vai, todos vão. Como eu era o único fumante do meu grupo, lá estava eu falando ao telefone, fumando e observando. Um grupo de meninas tentava tirar uma "selfie" (auto retrato feito com o auxilio de aparelhos de telefonia móvel que possuem câmeras fotográficas embutidas), outro grupo composto apenas por rapazes conversava sobre a noite anterior, da qual alguém deu perda total e simplesmente estragou toda a diversão dos outros, outro grupo, dessa vez misto, tentava arquitetar um encontro às cegas para um dos membros que há tempos não saia com ninguém, duas meninas conversavam e fumavam e, ao meu lado, dois rapazes olhavam diretamente para elas.

As duas eram bem bonitas, loiras, cabelos repicados estilo Joan Jett, usavam saias bem justas, salto alto e blusinhas que com certeza foi modificada por elas mesmas para parecer original. Os dois eram estranhos, um era barbudo e o outro muito magro. Elas cochichavam sobre o bar, eles sobre elas.

Elas: - gostou daqui amiga?
- Gostei. A decoração, os jogos, a música, só poderia ser mais barato.

Eles: - E ai? Pegava?
- Ah, dependendo da hora.
- Ou do nível do álcool.

Enquanto terminava meu cigarro fiquei refletindo sobre a conversa e comecei a lembrar que já tivera diversas com meus amigos. O que me levou a perceber que homens são iguais, o que muda é a atração sexual. Certo dia estava com um amigo, que vou chamar de Ronaldo, e estávamos olhando as pessoas, esperando que algum nos agradasse (o que me lembra bastante de quando você vai à feira e olha se as verduras estão maduras o suficiente para comer), a conversa foi idêntica:

Eu: Olha ali, aqueles ali.
Ele: Pegava?
Eu: Dependendo a hora.
Ele: Ou se já rolou tequila.
~risadas~


Em que ponto da vida somos treinados para ser tão malvados assim? Da mesma maneira que julgamos, com certeza estamos sendo julgados por outros grupos. Quando o álcool passou a definir se você vai ou não beijar tal pessoa? E a atração? A química? Onde fica essa história?



Isso me fez refletir nos últimos dias. Estamos vivendo em uma era em que o romance está cada vez mais extinto e o desapego anda se difundindo entre as diversas classes. O status entre os machos se limita em ser o alfa do grupo, o comedor, o garanhão. Não existem mais primeiros encontros sem a obrigação sexual. Você não pode simplesmente sair por diversão, precisa beijar alguém. Esse peso social intensifica muito mais se pertencer ao grupo masculino, não entendo como a sociedade espera que você saia por aí metendo em todo mundo. Já passei da idade, né? Existe mesmo um problema em sair apenas por sair? Eu preciso mesmo ficar com alguém? Me mostre quantas vidas isso pode salvar, quantas árvores deixarão de ser cortadas, quantos órfãos serão adotados, quantas famílias serão abrigadas, enfim, me mostre a verdadeira importância disso para a sociedade que eu farei com toda certeza.

Não quero ser piegas, ou hipócrita, mas depois de algum tempo você cansa definitivamente de agir como adolescente e começa a pensar na vida como algo a mais do que simplesmente beijar alguém em uma noite de bebedeira.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Justiça Divina!

Boa noite,

Hoje vai rolar uma participação mega especial de um amigo querido. Durante a tarde recebemos um dos vídeos mais incríveis do mundo com um final mais surpreendente que "O Sexto Sentido". Convidei o Caio para escrever uma review cheia de maldades e veneno, porque o que a gente gosta mesmo é falar mal dos outros. Vem gente:
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Você se considera um cidadão? Nem sabe o que é isso, né? ENEM está aí em novembro e não vai te perdoar. Depois não reclame que vai fazer faculdade "Estácio" e que a vida não sorriu pra você igual sorriu pros outros.

Um cidadão na concepção grega, tinha que ser homem e possuir grande quantidade de terra. No conceito atual, cidadão é um ser que vive em uma cidade, um grupo, ao qual se relaciona e desfruta de direitos e deveres. Se você paga seus impostos, estuda e trabalha, vive de acordo com os costumes do lugar que está inserido, você pode se considerar um cidadão.

Mas por que raios estou dizendo isso? Porque simplesmente quero introduzir um novo conceito: se considere cidadão se você já tiver visto este vídeo abaixo (aliás, eu poderia estar matando, lembre-se disso, mas quero te pedir pra ver até o final, porque é no final que contem o supra sumo do vídeo. Eu sei que tens trauma dessa frase devido a sua tia que envia todo dia no seu e-mail uma corrente no power-point que inclui essa mensagem, mas você não irá se arrepender):




Se você pulou ou não viu, desculpa, mas é como se você não tivesse RG, CPF, título de eleitor ou certidão de nascimento. É como se não existisse! Não que alguém iria sentir falta, mas enfim...

Como deu para ver, o vídeo é daqueles simples, mas que você vai levar pra vida toda. Não tem chroma key (uma pena), nem defeitos especiais, mas não é por isso que vai perder algum ponto.

Agora que você já está por dentro do reason why deste texto, vamos ver os pontos principais? Vem que a gente tá cheio de veneno pra destilar...

Já de cara nosso artista deixa um recado:



Mas não é um amigo que a gente deve levar pra vida toda, minha gente? Já avisa do perigo. Mesmo assim, se você sofre de qualquer problema cardíaco e não se aguenta de curiosidade, toma seu Losartana e vem ver isso comigo.

Já de cara a gente vê o nome do artista: Patrick Maciel. PAAAA (barulho de tapa na cara). Você acaba de levar um tapa na cara desse nome composto. Gente, eu acho que em algum lugar no mundo existe um grupo de mães que trabalham somente pra criar esses nomes que a gente adora: Victor Frederico, Maria Escandinava, José Zorro, Viviane Lorrane, Jhessycah* Mharahhh Recalque Bate e Volta (sim, tem uma estrela no nome). É um tipo de sociedade secreta que a gente nunca vai saber aonde se reúne, quanto ganham, por qual motivo existem... Essas mulheres pegam a mesma fila do Carrefour que você, ainda está preocupado com os Iluminatti? Emoticon da Kelly Clarkson rindo pra você:



E o nome da obra prima? HASHTAGESPELHO. PAAAAA (outro tapa, do outra lado da cara). Nome moderno, ele sabe que vai fazer sucesso.

Apresentação: Patrick Maciel. Artista novo tem que se apresentar: "Prazer, Pratick".  E ele pergunta: "Tá preparado pro show?" Gente, se eu fosse vocês já tomava outro Losartana.

Ele dança no meio fio!!!1111ONZE Cadê a CET pra tirar esse animal da pista? Se você  tivesse de carro passando nesse túnel, o que faria? Passaria em cima? Daria uma carona? Faria um velozes e furiosos pra desviar da criatura? Só na hora pra saber!

Imagina que pra ir pra uma dimensão cheia de amor, dinheiro e Chandon, você teria que passar por esse túnel. Sim, esse túnel do terror. Você passaria ou ficaria com a Uni na Caverna do Dragão pra sempre?? Ta difícil de responder ou já estão procurando o Tiamat pra queimar esse menino?

E o cenário do clipe? Pra que filmar no cemitério e acabar com o "sono dos justos" das pobres almas? Com tanta profanação, há de se esperar que qualquer alma calma e amiga, não se torne uma alma penada ao ver seu tumulo violado. Depois vem fantasma assombrar e não sabe o motivo. No minuto 1:48 ele ainda dança com uma coroa de flores. Uma COROA DE FLORES. Sabe aquela coroa de flores que você comprou com rateio dos seus amigos pra dar pra colega da firma? Olha só o que estão fazendo com ela! Inclusive, pra que dar flor pra coitada depois que ela morreu, ao invés de comprar um buquê enquanto ela estava viva? Por que tem que ser assim?

E no segundo 1:52 que aparece o amante latino da nossa estrela? Usando sunga florida e óculos escuros, DENTRO do ninho de amor. Já fizeram amor com alguém de óculos escuros? (peço permissão para essa licença poética onde escreverei "fazer amor" devido à timidez. Obrigado). Não, né? Ninguém é idiota. Nem se você tiver fetiche em policial isso acontece. O coitado deve estar morrendo de vergonha de ser reconhecido. 

E a TV passando cenas eróticas pra excitar? Quem nunca, né migas? Será que é Emanuelle? (Emanuelle, uma saudade).
E a dança? Parece um polvo viciado em rivotril! Não para de mexer os braços. E todo o Rihannismo presente na dança com o guarda-chuva? Cadê Noé com o dilúvio nessas horas pra afogar? Mas ele afronta Noé e dança sensualmente no chuveiro pra mostrar que não derrete fácil. E a dança em cima da pia? A Pia ta sustentada por um pau! Vai caiiiiiiiiiiir. KATAPLOFT (Sonho meu rs).

E os looks? Chora na polaina dele! Eu disse POLAINA dele! No século XXI.

E no final do vídeo? Você acredita em Justiça Divina? Sei, você é ateu! Mas sua mãe sabe disso? Bom, se não acredita vai acreditar. Ele simplesmente resolve sensualizar com uma cruz e descobre da pior forma que ela está solta! HAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAA

Sequência de emoticons de risada:



Cai que nem cocô! Isso é por brincar com o povo do Senhor!!!



Se quebrar um HASHTAGESPELHO já dá sete anos de azar, imagina uma cruz?

Falando em espelho, que é o nome desse terror, imagina ficar preso com ele em um labirinto de espelho? (oi infância) Imagina ver vários Patricks Macieis? Sente a febre de ver refletido pra sempre a face desse Cavaleiro do Apocalipse.

Já que estamos no cemitério, vamos dar as mãos e morrer juntos para não ver mais isso? Pega sua coroa de flores (por favor, não deixa ela com o Patrick), cavuca uma terra fofinha e vem morrer que essa terça pós-feriado não foi fácil.

E se não gostou do texto, faço igual o Patrick: “VOCÊ E SUA OPINIÃO, FODA-SE”.

Brincadeira, amo vocês!

Por: Caio Augusta Ferreira


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sempre imaginei me apaixonar em uma cafeteria

O cheiro inebriante do café, o cinza da cidade, as pessoas que transitavam ao lado de fora com seus casacos e cachecóis, o barulho das páginas de livros que viravam, o tilintar da xícaras que batiam no pires entre um gole e outro, as conversas paralelas, os primeiros encontros... No meio de tudo isso se encontrava um jovem, alto, de cabelos castanhos e ondulados, expressão séria, fixado em um livro da Agatha Christie, provavelmente tentando desvendar mais um misterioso assassinato antes do detetive.

Ele venerava cada frase do livro e dividia seus pensamentos entre a história e a vontade de um dia se tornar um grande escritor. No auge de seus 25 anos, começara a temer que isso seria um sonho ainda distante, mas sabia que no fundo não iria desistir, não era do tipo que desistia.

Enquanto degustava seu café, observava por cima do livro os casais apaixonados que se aqueciam com um delicioso chocolate quente, abraços e beijos. Suspirou. Sempre adorou cafeterias. Aquela em especial, era seu lugar favorito no mundo. Conhecia alguns dos garçons, chamava-os pelo nome. Que lugar maravilhoso. Quantas histórias aquele lugar poderia contar, daria para escrever um livro sobre. Ele mesmo já tivera inúmeras histórias passadas ali. "Meu lugar favorito no mundo", pensou.

Fechou o livro, colocou-o cuidadosamente sobre a mesa, olhou pela janela, enfiou as mãos no bolso do casaco, puxou o celular, abriu o bloco de notas e escreveu: sempre imaginei me apaixonar em uma cafeteria, durante o inverno, enquanto tentava desvendar o assassinato de alguém em algum romance policial. Sempre imaginei me apaixonar em uma cafeteria, em um dia frio como este, quando todo mundo busca por um refúgio aconchegante e um café quentinho. Quando não existem mais mesas livres e eu teria de ser gentil e dividir o lugar com algum estranho. Esse estranho puxaria assunto sobre o meu livro, perguntaria sobre a história, depois diria que aquele era seu lugar favorito no mundo. E então conversaríamos e tomaríamos café. Não é impossível. Nada é impossível para o inverno e muito menos para o café.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Bionic versão minha vida

Olha esse ano de 2014 está uma verdadeira zona! 
Terminei 2013 achando que simplesmente iria fazer a cara das inimigas de passarela e desfilar por cima, mas os roteiristas da minha vida certamente tinham outros planos para o personagem principal. Com certeza eles tiveram várias influências para essa temporada, assim como nas outras, mas fico irritado ao pensar que em tanta coisa boa na cultura pop para se inspirarem, resolveram usar Maria do Bairro. 
Espero que tudo isso tenha algum propósito maior, daqueles que você aprende uma grande lição de moral no final, sabe? E o público consegue ver a evolução do personagem. Contudo, já na minha vigésima quinta temporada (só Os Simpsons chegaram tão longe e eu to quase pedindo os roteiristas deles), pensei que as coisas para este pobre protagonista, dessa comédia de humor britânico (aquele que ninguém compreende), estariam melhores.
Nunca me senti tão Bionizado (se você não é viado o suficiente para pegar essa referência, sinto muito, beijinho no ombro). Só para você entender como provavelmente anda rolando um humor negro nessa temporada, ontem eu estava no bar com um amigo, quando eu avisto um alvo interessante, um boy de aparência rústica. Olhei, ele olhou, ficamos nisso por um tempo e eu comecei a me sentir cansado. Ao mesmo tempo, meu amigo paquerava um outro rapaz. Ele resolveu ir ao banheiro e eu decidi dar o próximo passo em busca da vitória na conquista. O que eu não esperava era que o mocinho, alvo do meu amigo, fosse fazer a maldita e me passar a perna. Ele simplesmente chegou no rapaz rústico. 
Minha reação:
Sério! Não foi fácil. Fiquei lá chupando o dedo. Depois disso tentei flertar novamente com outro, mas eu tava com a confiança abalada. É um saco quando você começa a não se sentir sexy o suficiente para chamar a atenção de um cara (ou mulher). 
Porque deixamos esse tipo de situação mexer com nossas estruturas de uma maneira tão forte? Como a auto confiança é frágil e pode ser abalada com um simples gesto, não é?
Fiquei bebendo por mais um tempo com meu amigo e resolvi vir para casa dormir. No caminho de volta fiquei fazendo as perguntas que todos nós fazemos após uma noite mal sucedida: o que será que há de errado comigo? 
Quando algo assim te acontece você repassa o momento várias e várias vezes na sua cabeça. Será que eu estava com a roupa certa? Será que meu cabelo estava arrumado? Ou estava essa bosta de todos os dias? Será que eu tinha sujeira nos dentes? Na barba? E por aí vai. É difícil ser solteiro. É mais difícil ainda ser solteiro e gay. O mundo gay é cruel, é pior que o mundo das garotas. Todos estão prontos para te julgar de maneira pesada no primeiro deslize. Esse mundo é tão cheio de regras: 
- Não seja gordo. Mas não seja bombado.
- Não seja maricas, mas não seja machão demais.


Naqueles dias que você coloca a primeira roupa que vê e não tem disposição nenhuma para ajeitar o cabelo, ou aparar a barba, fica difícil.
Saudades de quando eu só precisava me preocupar se minha mãe havia gravado "O Fantástico Mundo de Bobby" para eu assistir durante a tarde.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A Perfect Contradiction - Paloma Faith

Antes começar a rasgar seda para esse novo álbum da Paloma Faith, preciso contar como conheci a ruiva. Foi no Orkut. Sim, faz um tempão (mesmo ainda achando um absurdo considerar 2008 um passado longínquo, foi tipo, semana passada), eu estava na comunidade da Joss Stone e alguém, em algum fórum, fez uma comparação entre a Joscelyna e a Palomão. Fiquei curioso para saber quem era essa perigosa na noite e pesquisei no Youtube. A primeira música que apareceu foi “New York”. Com uma voz forte, rasgada, bem Soul, adorei tudo no clipe e na música. Resolvi baixar o álbum de estreia dela chamado “Do you Want the Truth or Something Beautiful?” que tem dez músicas ungidas e cheia de poder.


Em 2012 ela lançou o segundo álbum chamado “Fall To Grace” com um lead singer que de tão maravilhoso fazia você sair do próprio corpo.


Agora Palomão chegou com um trabalho novo sambando na cara do recalque e mostrando que ela poderosíssima, fina e awesome. Intitulado de “A Perfect Contradiction” é só tiro, porrada e bomba de música boa atrás da outra.

Já começa com “Can’t Rely on You” que te convida a fazer a cara das inimigas de Sapucaí e sair sambando.



E vem “Mouth to Mouth” que é daquelas músicas que pedem palminhas no refrão, saca?


“Take Me” é uma vibe bem mais new Soul, com muito metal, muito jogo de guitarra, muito piano e uma batida que exige um dress code com Black Power bem tratado, daqueles que tem pente embutido e tudo mais.

Agora antes de ouvir a próxima música você precisa ter uma coisa na cabeça: uma carruagem de fogo descerá dos céus e te levará ao paraíso. “Only Love Can Hurt Like This” não é apenas uma música maravilhosa sobre dor de corno, é um tapa na cara da sociedade de tão poderosa. Com uma vibe que soaria perfeita para a falecida e saudosa Amy Winehouse, bem blues, a música tem uma levada mais sombria e a Palomety mostra que comeu o pão que o diabo amassou com esse trem chamado amor. Ela pode ter ficado triste, mas a gente pula de alegria com essa música que é puro louvor aos ouvidos. Já virou hino.

Aí você me pergunta: menino, mas depois disso o álbum consegue continuar bom? Graças a Deus, Todo Poderoso, Criador dos céus e da Terra, fica cada vez melhor. “Other Woman” te lembra os bons hits de cantores como Ray Poder Charles. O refrão tem aquelas backing vocals com permanente, calça boca de sino e que fazem passinhos com as mãos, sabe? Ah! Sem contar que a letra é uma fossa sem fim.

“Taste My Own Tears”, quem nunca? “And its make me crazy, cause I can’t stop thinkig of you”, clama Palominha. Quem nunca? (2) Essa música fala sobre aquele momento que você termina um relacionamento e não consegue tirar o encosto da sua cabeça. Você bebe, pega geral, passa o rodo mesmo, acorda na cama de estranhos, mas nada adianta, você continua pensando no filho de uma égua que te tratou como um lixo. E o que você faz? Chora! Até sentir o gosto das próprias lágrimas. Ai que loucura! Fiz isso ainda semana passada. Risos.


Mas depois de sofrer você vem com “Trouble With My Baby” que também é uma depressão sem fim, mas tem um ritmo frenético que faz você dançar em torno da própria sombra.

“The Bigger You Love” é a mais baladinha do álbum. Também é de fossa. Gente, quem será que partiu o coração da Paloma de maneira tão brutal assim? “Quanto mais você ama, mais você cai”, que isso colega? Vamos conversar, chega mais.

“Impossible Heart” fala sobre mim. Risos. “I fall in love to easily”, diz a Paloma no começo da música. No momento que ouvi isso eu pensei: SOU EU! SOU EU!!! EU AQUI!!! “My damn impossible heart, won’t save me, I can’t change”: SIM SOU EU! PARA DE CONTAR MINHA HISTÓRIA NA MÚSICA MENINA! Que absurdo, vejam só vocês! Tirando o fato de ela contar minha vida em uma música, a batida é maravilhosa, bem Donna Summer.  

Agora se liguem no nome da próxima música: “Love Only Leaves You Lonely”. Vem gente, preciso de um abraço em grupo. O que dizer sobre essa música que fala tanto sobre a vida? “Love, Just left me lonely. And I ain’t got nobody, to call my own”, tá? A verdade dita na sua cara. Essa é o tipo de música que você fecha os olhos, abraça o ursinho e chora no cantinho da cama bem encolhido. Depois se levanta, encosta na parede e chora escorrendo bem lentamente. Daí você deita no chão em posição fetal e chora mais um pouco. Aí levanta e sai vazada, jogando o cabelo, porque você não é obrigada que as inimigas vejam sua tristeza por falta de sorte com o amor. Vem amigue, eu te entendo.



Depois que você chorou toda a sua vida na música anterior, o álbum termina com “It’s the Not Knowing”, que é tipo: “ah foda-se, cansei de sofrer por você, quer ir pegar outra pessoa vá, isso não é o que dói mais”. E ai você fala isso na cara do bofe ou da bofa, grita na cara dele(a) e vai embora pro bar paquerar porque minha gente, a vida é mais que sofrer por alguém, né?


Quando o álbum acaba você ouve de novo. Deus abençoe cantoras como a Paloma Faith <3



Nota: 5 de 5

Piece of Me - Britney Spears



Em 2011 eu fui ao show da The Femme Fatale Tour no Anhembi e saí de lá completamente decepcionado com o que vi. Uma Britney apagada, presa a coreografias elaboradas demais, sem vontade alguma de estar no palco e transparecendo um sentimento de “estou apenas cumprindo agenda”. Por mais que exista um amor muito grande em mim por ela, achei uma das coisas mais sem sal que eu já vira na vida.

No ano seguinte ela apareceu na bancada do The X Factor USA como jurada, o que rendeu uma boa audiência ao programa e uma gigantesca quantidade de gifs para nós. Ainda em 2012 começaram a rolar boatos de que ela fixaria residência em Vegas por dois anos. Uma notícia que dividiu opiniões: uns acharam interessante, outros falaram que ela havia jogado a toalha. Lembro que na época, preferi não opinar.

Em 2013 veio a confirmação! Britney realmente assinara um contrato de dois anos para uma residência fixa no Planet Hollywood em Las Vegas. Estava dada a largada para a estreia que aconteceria no final de dezembro daquele mesmo ano.

No decorrer do preparativo, vimos Britney dando o máximo de si para o grande dia. Fez aulas de dança, malhou, fez dieta, emagreceu e se empenhou. Muito. Estava visível que ela tinha vontade de mostrar que ainda existia potencial em sua carreira e que não tinha ganhado o título de “princesa do pop” sem motivo.

A residência levou o nome de “Piece of Me” (título de um de seus maiores sucessos), contou com 24 hits enfileirados e eu vou contar para vocês o que eu achei desse retorno da musa aos palcos.

Antes de começar gostaria de dizer que continuo não entendendo a falta de apoio de alguns fãs. O “Piece of Me” é um show de puro entretenimento, no melhor estilo Vegas, com muitos efeitos, muitas trocas de cenários, muitas trocas de roupa, muita dança e muito playback. Como disse: Las Vegas Style total. Se você pagaria para assistir a um show bafônico de uma Drag Queen dublando grandes sucessos da Disco Music, porque é que não pagaria para ver Britney Spears fazer o mesmo? E o melhor: com sucessos do pop que ela mesma fez. É genial.

Tudo começa com um vídeo mostrando vários momentos da carreira da Britney, desde “...Baby One More Time”, passando pela apresentação com o Aerosmith no SuperBowl, a inesquecível performance ao lado de Madonna e Christina Aguilera no VMA de 2003 e imagens da última tour “The Femme Fatale”.

As cortinas se abrem e... “Oh! O que é aquilo? A nave da Xuxa?” Não! É a Britney descendo dos céus dentro de um globo dourado. Quando aterrissa no palco, sai da grande bola e faz o que todo mundo achou que ela não sabia fazer mais: dança. E dança MUITO. Ela reproduz ao vivo a coreografia que vimos no clipe de “Work Bitch” anteriormente. Com uma roupa que remete ao clipe de “Toxic” cheia de pequenos brilhantes por todo o corpo e um perucão que faria inveja as Drags de RuPaul’s Drag Race, ela mostra que toda a preparação não foi a toa. E a gente vibra com isso!

A segunda música é Womanizer. Acho a música maravilhosa, icônica, mas parece que a Britney nunca vai acertar a performance dela ao vivo. Andando de um para o outro do palco e fazendo poucos movimentos com os braços a música funciona pra fazer dançar enquanto ela percorre todo o espaço do palco.

Pausa para falar com o público. Um diálogo ensaiado que possivelmente é repetido em todas as apresentações (assim como todas as divas pop o fazem). Uma barra de ferro entra no palco e é a hora de “3”. Britney se junta aos dançarinos para repetir a coreografia feita no clipe. E faz tudo igualzinho e com uma felicidade que há tempo não víamos em seu rosto. Dá gosto de ver. Principalmente quem a acompanha desde o início da carreira e sabe de todas as dificuldades que enfrentou.

Um breve interlúdio com um vídeo onde Britney aparece toda de branco sob a neve, fazendo alusão a rainha de gelo (isso mesmo a Elsa maravilhosa), o telão se abre e Britney aparece pendurada em um cabo de aço com duas asas gigantescas e uma roupa branca. É a hora da baladinha “Everytime”. E então uma chuva de papel picado cai na plateia para dar a impressão de que está nevando dentro do teatro. Britney desce aos poucos e os bailarinos a cobrem com panos pretos. A música fica mais densa e Britney surge no palco com uma peruca preta Chanel e uma roupa bem “Chicago” para cantar “... Baby One More Time”.

E Britney dança de novo. E nossos olhos brilham. E a gente vibra.  Efeitos especiais avisam que é a vez de “Oops... I Did It Again”. Que ganhou nova roupagem. Que ficou tão maravilhosa quanto a original e a performance é sensacional. Talvez a única com uma coreografia de verdade (ela nunca executou a coreografia original em nenhum show).

Outro vídeo de interlúdio com imagens dos clipes já feitos por Britney. Um breve passeio pela sua premiada videografia que lhe rendeu tantos prêmios da MTV.

E começa o melhor bloco do show: “Me Against The Music” abre. Confesso que fiquei apreensivo quando soube que essa música seria apresentada. Se Britney não andava com tanta vontade de dançar, não iria executar a coreografia mais ungida do pop. Felizmente eu estava equivocado. Os passos originais estavam lá. Não com a mesma velocidade, mas com a mesma vontade.

O trio seguinte é de matar: “Gimme More”, “Break The Ice” e “Piece of Me”. Aliás, foi a primeira vez que “Break The Ice” foi apresentada ao vivo em algum show. Tudo com muita dança e muita sensualidade.

Will I.Am aparece no telão para um interlúdio ao som de “Scream & Shout”, enquanto os bailarinos correm em uma espécie de roda para roedores. Britney aparece usando um maiô com cores neon que brilham sob a luz negra que toma conta do palco. É a vez de “Boys” em mais um remix. Já perdi a conta de quantas vezes essa música foi alterada para as turnês. Acho que ninguém mais se lembra de como ela é originalmente.

“Perfume”, segundo single do “Britney Jean” é talvez a grande cagada da apresentação toda. Tudo bem que a Britney usa playback nas músicas agitadas, mas já que ela resolveu ficar sentadinha na escada para cantar a baladinha feita pela Sia, que tal arriscar um live? Não é pedir muito. Mas enfim, a música serve pra você pegar uma água se recuperar dos blocos anteriores.

Um novo interlúdio, agora ao vivo, com os bailarinos dançando ao som de “Get Naked”. Britney aparece sentada em uma cadeira de formato duvidoso para apresentar “I’m a slave 4 U”. Essa sem dúvida alguma é a minha música favorita, mas desde a “Onyx Hotel Tour” ela já poderia ter saído do set list. Cada vez fica mais sem graça. Por mais que tenha tentado fazer algo mais sexy, a performance ficou tão chata que eu me perguntei qual era o sentido de ela existir. Brit, a gente te ama, mas se você não vai dançar “Slave” dá lugar para outra música, tá?

Para apresentar “Freakshow”, Britney chama alguém da plateia para “ajudar”. Algo que virou moda entre as divas pop ultimamente (quem se lembra da Katy Perry chamando o Julio ao palco do Rock in Rio?). A situação é um pouco ridícula, diga-se de passagem. O fã que sobe ao palco é vestido com algum tipo de roupa sado masoquista e vira o boy toy da Britney, que dá chicotadas na bunda, passa pelo voluntário e passeia com ele preso em uma coleira. Os americanos devem achar isso divertido. Eu achei pavoroso. Mas é “Freakshow” e a gente adora “Freakshow”. No fim o pobre coitado ganha uma camiseta da residência e um agradecimento especial da Britney que autografa a camiseta com carinho.

“Do Something” é a música seguinte. A performance inclui Britney dançando sobre várias cadeiras. É muito, muito, muito legal.

Outro interlúdio com os bailarinos apresenta “Circus”. Adoro “Circus”. Adoro o clipe, adoro a música e adoro todas as performances promocionais que ela fez na época do lançamento. Não curtia a performance da “Circus Tour”, mas nada que comprometesse meu amor pela música. Aqui Britney enfiou uma performance maravilhosa, com uma coreografia também maravilhosa que foi facilmente para o topo das minhas apresentações favoritas de “Circus”.

Quando ouvi os primeiros acordes de “I Wanna Go” meu coração meio que deu uma parada. Em 2011 foi um fiasco sem fim, então era normal que certo medo tomasse conta de mim. Mas me enganei. Britney dança contra o reflexo dela em vários espelhos (tudo projetado, claro) e quando eu digo “dança”, não quero dizer que ela mexe os braços pra cima. Ela dança mesmo. Mexe os pés e tudo. Fiquei entretido de verdade.

Britney se senta em uma espécie de trampolim e canta “Lucky”. É lindo! Lindo de verdade! Talvez o momento mais perfeito do show inteiro. A música ganhou uma roupagem mais tranquila. Estrelinhas são projetadas no telão enquanto Britney pede para o público balançar os braços pra cima no refrão. Já disse que é lindo?



Depois de toda a emoção o show poderia acabar ali. Mas uma árvore gigantesca entre no palco com Britney em cima cantando “Toxic”, que ganhou uma versão ao piano. Ah! E chove no palco, tá? Porque a Britney não é qualquer uma. Foi engraçado ver nos vídeos dos ensaios que ela morria de medo de estar no topo da árvore e ter de pular para chegar ao chão. Todo fã sabe que ela morre de medo de altura, então imagino como deve ser um desafio a cada apresentação. Mas “Toxic” no piano não rola, né? Britney sabe disso e enquanto ela se balança no alto após pular da árvore a música volta ao ritmo normal. E ela dança, tá? A coreografia inclui até uma Britney sendo jogada no ar pelos bailarinos

“Stronger” e “You Drive Me Crazy” seguem o bloco. Britney apresenta a sua banda (sem dizer o nome de ninguém em especial) e na sequencia pede aplausos para os bailarinos.

“Eu me sinto animada! Vocês querem mais uma?”, diz Britney com a voz tremula. O mega hit “Till the World Ends” toma conta do teatro e encerra a apresentação.


Sim! “Piece of Me” é o melhor show da Britney desde seu retorno aos palcos com a “Circus Starring: Britney Spears”. Tudo foi muito bem pensado. O palco é muito bonito, os figurinos são bons, a troca de perucas dá o tom certo as situações (e ao contrário do que falaram, eu gostei BASTANTE da presença delas). Mérito especial para os coreógrafos que entenderam que a Britney não tem mais a mesma disposição feat. Não quer feat. Não é obrigada feat. Pitbull feat. Nicki Minaj para dançar do mesmo jeito que na “Onyx Hotel Tour”. E ao invés de coreografias mega elaboradas, eles optaram por algo que a deixasse extremamente a vontade. O resultado foi ela fazendo tudo bonitinho para ninguém botar defeito. Um grande retorno para a princesa do pop. Madonna ficaria orgulhosa. Eu estou. 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Vista pro Mar - SILVA



Quem escreve passa por momentos difíceis algumas vezes. Isso porque não é sempre que você está inspirado para sentar e deixar as palavras saírem de uma maneira lírica. Eu mesmo tenho passado por apuros para escrever resenhas musicais, não sinto que estou conseguindo passar o que eu realmente senti ao ouvir o álbum/música que me dedico a escrever sobre. E o que é uma crítica se não a declaração sincera de um coração que foi tocado por alguma obra?

Dito tudo isso eu andei refletindo e percebi que deveria deixar as coisas fluírem de maneira mais simples, exatamente como eu faço com meus demais textos. Então vamos tentar fazer tudo de maneira diferente a partir de agora. Neste momento estou aqui sentado na minha cama escutando o álbum novo do SILVA pela segunda vez e resolvi contar como está sendo essa experiência.

Antes de começar eu preciso explicar o que eu sei sobre o SILVA: ele é um cara muito talentoso do Espírito Santo que faz parte dessa nova vibe da MPB. O único álbum que eu ouvi dele até hoje foi o antecessor “Claridão”. O que eu mais curti nessa vibe das músicas que ele faz é que não segue aquele padrão da MPB (banquinho e violão). Ele coloca vários elementos de bandas que eu gosto bastante o que me faz pensar que ele está mais para “indie brasileiro” do que MPB em si.

Esse novo álbum se chama “Vista pro Mar” e soa completamente diferente do “Claridão” que era mais animado e dançante. Aqui tomou espaço as batidas melancólicas que me fizeram lembrar bandas como “Stars” e “The XX”. Aliás a voz do SILVA aparece bem mais tranquila do que antes.

“Vista pro Mar” é para ouvir com fone de ouvido. Só assim você vai conseguir sentir o que eu senti. As músicas são tão caprichadas, tão musicalmente saborosas, que é praticamente impossível não se sentir inspirado. Gosto quando um cantor ou banda consegue provocar isso. É aquele tipo de música que faz você sentir uma vibe diferente da vida. É um trabalho para se deixar levar, flutuar nas letras e na brincadeira de todos os elementos que o SILVA resolveu colocar em cada música.

É aqueles álbuns que você escuta depois de um dia atribulado. Quando você chega em casa após enfrentar o transito caótico da cidade, as pessoas mal educadas e duvidar que exista felicidade no mundo. Você toma aquele banho maravilhoso, deita na cama, coloca os fones, fecha os olhos e deixa a música curar o seu dia. Abra as janelas e deixe a brisa entrar e tocar seu rosto. É uma experiência e tanto que você precisa experimentar.

Que bom que o Brasil ainda faz música boa. Que bom que ainda temos músicos como o SILVA que sabem que enfiar trocentas palavras que não fazem sentido algum na língua portuguesa (o que raios é lepo lepo?) não é fazer música. Música é para curar suas feriadas, é para te transportar para aquele lugarzinho que é só você e seus pensamentos.


Em tempo: temos uma deliciosa parceria com a Fernanda Takai que mexeu comigo de uma maneira incrível. Faça um bem a si mesmo e ouça esse álbum do SILVA

Nota: 5,0 de 5,0

domingo, 16 de março de 2014

Os 10 filmes que você precisa assistir nos próximos meses

A partir de abril começa a tão aguardada temporada de blockbusters hollywoodianos. Eu já comecei a juntar moedinhas para acompanhar todos os filmes na telona com muita pipoca e refrigerante, mas para quem está perdidinho, resolvi fazer uma listinha com os dez filmes mais quentes que estão para chegar aos cinemas:

10º) Noé O diretor Darren Aronofksy é conhecido por realizar um cinema radical do tipo “ame ou deixe-o”. Responsável por filmes polêmicos como “Requiem para um Sonho”, “A Fonte da Vida” e o aclamado “Cisne Negro”, o cineasta (ex-marido de Rachel Weisz) resolveu se aventurar em sua primeira superprodução adaptando a clássica história bíblica sobre A Arca de Noé. Orçado em US$ 130 milhões o épico tem no elenco Russell Crowe (Uma Mente Brilhante) como Noé, Emma Watson (As Vantagens de Ser Invisível), Logan Lerman (Percy Jackson e o Ladrão de Raios), Jennifer Connelly (Pecados Íntimos) e Anthony Hopkins . A estreia no Brasil está marcada para 4 de Abril de 2014.

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Os Suspeitos (Prisoners, EUA, Canadá, 2013)



Faz muito tempo que não me sinto empolgado assistindo a um suspense policial. Na verdade desde “Seven”, o gênero anda completamente refém do clichê. Parece que o mesmo roteiro é reescrito inúmeras vezes modificando apenas o nome dos personagens, a localização e alguns detalhes da trama, mas no fim das contas, é tudo bastante parecido. Alguns servem como entretenimento, outros fazem você duvidar do seu amor por cinema.


Quando passou no Festival de Toronto ano passado, “Os Suspeitos” do diretor canadense Denis Villeneuve, foi aclamado por público e crítica que o apontaram como um forte candidato ao Oscar. Bom, o filme acabou indicado apenas em Fotografia (que foi muito bem pensada por Roger A. Deakins) e passou batido pelos cinemas. Existem fatores que levaram a esse fiasco: a extensa duração de 2h30min, uma trama que já foi vista inúmeras vezes e um roteiro com um final nada interessante. Mas isso não quer dizer que tudo está perdido. “Os Suspeitos” não é original, mas se encaixa naquele grupo de “clichês policiais que ao menos entretém o espectador”.

O diretor Villeneuve mostrou que tem uma mão muito talentosa para suspense. Soube ponderar os momentos de tensão e prende de forma satisfatória o espectador que se sente verdadeiramente incomodado com a situação. Ele brinca com os sentimentos e nos faz transpassar de aflição para expectativa, de raiva para decepção em questão de segundos. O elenco conta com boas atuações de Hugh Jackman (que esteve melhor em outros momentos), Maria Belo, Terrence Howard, Melissa Leo, Viola Davis e Paul Dano.

Agora vamos ao que o longa tem de ruim: a história. É aquilo, você já assistiu a esse filme antes. Durante todo o tempo eu fiquei lembrando de “Sobre Meninos e Lobos” do Clint Eastwood que segue o mesmo dilema, só que bem mais original e interessante. Aqui, duas famílias vizinhas de Boston vivem suas vidas pacatas e aparentemente felizes. Durante a comemoração de Ação de Graças, a filha caçula de cada uma das famílias desaparece. O suspeito é um garoto com problemas mentais (Paul Dano) que foi visto em um trailer próximo a residência. A polícia é acionada e entra em cena um agente carrancudo (Jake Gyllenhaall que consegue se destacar dos demais por não ter expressão alguma e entregar uma atuação bem medíocre), que interroga o garoto, mas acaba o dispensando por falta de provas. Keller Dover (Hugh Jackman), resolve fazer justiça com as próprias mãos e sequestra o rapaz, colocando-o sob inúmeras torturas para fazer com que este confesse o crime. Mas a investigação acaba levando os personagens para caminhos extremos. A grande questão do roteiro é: até onde você iria para salvar a vida da sua filha? Sim! Você já ouviu essa perguntando várias outras vezes.

Felizmente, como já foi dito, o diretor soube trabalhar com o pouco que tinha e construiu uma trama que faz o espectador prender a respiração. Contudo, o final deixa a desejar e você se pergunta se o que assistiu é realmente bom ou não. Culpa dele? Não! Culpa do roteiro que não tinha que terminar com ambiguidade. Se você não sabe o que está fazendo, não se aventure. Não é como em “A Origem” que até hoje tem gente se questionando se o final foi aquele mesmo, aqui você tem a convicção de que tudo poderia ser mais bem explicado. O peso da cena final também cai nas costas do ator (Gyllenhaall) que não soube dar o tom certo ao personagem e fazer o espectador tirar suas próprias conclusões. Funciona como entretenimento durante boa parte, mas peca no desfecho que deixa o espectador frustrado.

Nota: 3,0 de 5,0

Supermodel - Foster The People


O segundo álbum é uma tarefa realmente intensa na vida de uma banda. Principalmente se o trabalho de debute for badalado e elogiado pela crítica e pelo público. Se a banda conseguir atingir certo nível de status, podemos dobrar o peso do sucessor. Nem todo mundo consegue aguentar a pressão do segundo álbum, alguns fazem algo mediano, outros simplesmente não vingam. Mas em certos momentos dá certo. Felizmente o Foster The People se encaixa no último grupo.
Certa vez li uma entrevista com o Mark Foster onde ele comentava o sucesso absoluto do single de estreia do grupo, a badalada Pumped Up Kicks, “eu criei um monstro”, disse. O fato é que em 2011 sua vida mudou completamente devido ao hit que vendeu sozinho mais ou menos 5 milhões de cópias apenas nos EUA.
Agora com 30 anos nas costas, e uma bagagem musical bem maior, o grupo resolveu mostrar que tem talento o suficiente para se desligar completamente da marca agitada do álbum de estreia e apresentar algo bem mais ousado, consistente e impressionante. O lead single, “Coming of Age”, já dava um aperitivo do que o trio estava preparando, brincava com elementos de synth, uma batida bem diferente e um recado: “nós crescemos”. Quem espera por ouvir faixas dançantes vai se surpreender ao dar play no “Supermodel” e encontrar um Foster The People mais maduro, que não teve medo de expandir seu som para outras vibes.
É muito curioso analisar todos os elementos utilizados pelo Foster na concepção deste trabalho. Músicas como“Nevermind” que puxam uma vibe meio Bossa Nova e um vocal mais firme, ou então a divertida “Pseudologia Fantastica” que traz guitarras mais psicodélicas, um baixo matador que não precisa brigar por atenção com o sintetizador, já que tudo se encaixa perfeitamente.
“Best Friend” é talvez a música que mais se aproxima do “Torches”. Mesmo assim é notória a vontade de fazer algo mais interessante aos ouvidos, então ganham destaques um baixo, falsetes bem Bee Gees e guitarras que puxam um pouco para a Soul Music.
É interessante observar que “Supermodel” fala do início ao fim sobre as situações das quais o grupo passa durante os anos que vivem na badalada Los Angeles. Desde sua beleza, até aquela sensação extrema de vazio que faz você se questionar se está fazendo as coisas certas. É um trabalho que poderia sonorizar um álbum de fotografias, repletas de memórias profundas e que são compostas por faixas que usam e abusam de uma vibe retro, pesada e surpreendentemente deliciosa de acompanhar. Uma surpresa e tanto.

Nota: 4,0 de 5,0

"Kiss Me Once" já é um dos álbuns mais legais de 2014.

Kylie Minogue está de volta bitches!
Quatro anos após o lançamento do seu último álbum de inéditas, Aphrodite, a australiana mais querida do mundo (um beijo Nicole Kidman, conviva com essa) chega muito mais em forma (musicalmente e fisicamente) com esse delicioso “Kiss Me Once” que acabou de chegar nas nossas vidas mas eu já amo de montão.
Para ajudar na concepção desse álbum, Kylie chamou a badalada Sia Furler (também australiana e rainha) e o resultado foi um trabalho redondinho que agrada já na primeira ouvida. Claro que sempre vai ter gente fazendo bico torto, mas já dizia Susaninha Vieira:
Então vem comigo saber o que esperar dessa unção (caso você ainda não tenha ouvido):
A deliciosa “Into The Blue” abre o álbum com maestria. Kylie entra na passarela pisando em todas as concorrentes com essa que já é uma das músicas mais queridas de 2014, e olha que estamos apenas em março. O que eu mais gostei foi a mensagem de “sacode a poeira e vem pra passarela da vida desfilar todo esse poder”: When I got my back up against the wall\Don’t need no one to rescue me\’Cause I ain’t waiting up for no miracle\Tonight I’m running free\Into the blue, into the blue. Parece aquelas músicas que você ouve depois de curtir a maior depressão, ter sido mais humilhada que a Helena de “Em Família”, ter ouvido um “Me Serve, Vadia!” da Nina em “Avenida Brasil”e comido o pão que o diabo amassou. Esse é o seu momento de retornar em grande estilo e descer as escadas da vida olhando suas inimigas de cima.
Quando começou “Million Miles” achei que a Kylie tinha puxado pro indie e já estava pronto para sofrer no chão. Mas me enganei. Quando a música realmente começou já veio um batidão doido que me fez limpar o chão com a bunda. A letra fala sobre um boy magia difícil de seduzir. Você manda todos os sinais, faz amarração, bate forte o tambor, faz tic tic tic tic tic tá, e nada acontece. Quem nunca passou por isso, né amores? Você pensa em desistir, mas o boy te olha e você se sente como se estivesse a milhares de quilômetros da realidade. Já passou por isso na balada? Vem dançar com a Kylie então.
O produtor do ano Pharrell Williams deu as caras no “Kiss Me Once” com “I Was Gonna Cancel”. A música parece que foi feita para o álbum do Daft Punk, pelo simples fato de lembrar muito “Get Lucky”. A letra manda você parar de frescura na vida, levantar a bunda da cama, lavar o rosto e ir encarar o dia porque a vida é muito curta para você ficar se lamentando. Just hop out of the bed\Go ahead face the day\Who cares what you know\Don’t let that in the way (no way)\Shut out all the doubt\Just get up and go\What’s on the other side?\You will never know unless you\Go, go, go, go-oh-oh. Em outras palavras: LEVANTA DAI E VAI DESFLOPAR, BITCH! 
Tem espaço para os anos 80? Tem espaço para os anos 80. “Sexy Love” é uma música maravilhosa com uma vibe tesuda. Aqui a Kylie manda uma mensagem pro bofe: Olha você é uma delícia, tá exalando sensualidade na pista, não me culpe se eu me sentir atraída por você: So don’t blame me\For wanting you just too much\You’re sexy\And what you need’s a sexy love\All I see\Everytime I look at you\Is you are free\I just wanna be with you\Give me that sexy love.
Minha gente ainda quero descobrir quem é esse boy que deixou a Kylie tão on fire assim. A melhor parte da música é quando ela joga a cantada final: Você é tão sexy, mas seria mais sexy na minha cama. Kylie eu te amo, sabia? Vou usar essa na próxima balada. Vai que…
Se liguem no nome dessa música: “Sexercize”.
Tudo nessa música é um babado fortíssimo. Assinada pela Sia, que só poderia estar louca do pompoarismo, tem uma batida sensual, gostosa, poderosa e forte. Sem dizer independente também, afinal, uma mulher que pratica Sexercize, não pode depender de homem algum nessa vida. CAN I GET AN AMEN UP IN HERE? 
Bom, a letra… Fala de uma copulada bem dada. De uma maneira maravilhosa. Let me see you sexercize\Come on, baby (bounce, bounce)\Sexercize\Feel the burn\Sexercize\Let me see you take it down, take it down\Let me see you take it up\Let me see you bounce, bounce, bounce, bounce\Let me see you sexercize\Come on, baby (bounce, bounce). Pois é meu povo, já dizia Inês Brasil: UUUI QUE DELICIAAAAAAA!
Ah! E tem clipe! E também é um babado louco. O couro come solto! Vocês precisam assistir:



QUE LOUCURA! JÁ QUERO FAZER PILATES ASSIM AMANHÃ NA ACADEMIA!
Minha tia crente pira! Naza Tedesco não curtiu!


Depois de tanto vuco-vuco vem “Feel So Good” que é bonitinha, charmosinha e vai na direção oposta. A música fala de quando você está com a pessoa amada e tudo é azul, tudo é só love, tudo é tchugo tchugo tá cum duru:We are here to love. Own essa Kylie <3
 “If Only” é uma fofura tão grande que quase me matou: Two hearts, wanna left to be lonely, if only\True love, is waiting in the wings, if only\Two hearts, wanna left to be lonely, if only\True love, is waiting in the wings, only, if only\Only, if only. Parece que a Kylie conquistou o bofe finalmente gente. Também depois de Sexercize, quem não conquista.
“Les Sexy” é outra fofura, embora o nome e a letra tenha uma Kylie suplicando sexo pro boy: Don’t say no, boy say yes please\We could come and make love. Mas é daquelas músicas com uma vibe chique que você dança de collant e salto alto no estúdio de dança. Tipo a Madonna em “Hung Up”.
AGORA PAREM O MUNDO! Vou falar da música que eu mais gostei do álbum, que é justamente a que dá nome ao mesmo: “Kiss Me Once”. Gente eu não sei por onde começar. Sabem aqueles momentos de crise total no relacionamento, que você encontra forças das profundezas do Tártaro para tentar arrumar as coisas? Você chega na pessoa e fala: a gente vai conseguir passar por isso. Todo mundo (que já teve qualquer tipo de relacionamento) já enfrentou essa situação. Aqui a Kylie diz exatamente isso. Se liga na beleza do refrão: Me and you\Baby we made it through\Oh, me and you\We’ve got some loving to do\Oh, kiss me once\And you will watch me fall\Oh, kiss me twice\And I will give you my all. Vou destacar o final: KISS ME TWICE AND I WILL GIVE YOU MY ALL.
Em “Beautiful” a Kylie já perdeu o bofe de novo e tá na maior fossa. A música é uma parceria com o Enrique Iglesias, tem uma letra bem bonita e triste que ainda vai embalar muitos términos por aí: I just want you to know\That after all this time\You’re still the one. Eita fundo do poço. Mas quem nunca passou por isso que atire a primeira tamanca em alguma moto na BR.
Por fim, “Fine” é a Kylie dizendo: calma amiga, tudo vai dar certo, você vai ficar bem. Não tenha medo de recomeçar. Porque afinal a vida tem dessas. Você acha que encontrou aquela pessoa perfeita pra ter seu “felizes para sempre”, mas o destino te dá um golpe e te deixa na pior. E aí você chora. Você quer dançar mas fica sem vontade de socializar. Mas tudo vai ficar bem. Kylie te entende e te convida para curtir all night long com essa delicia de música, que encerra de maneira espetacular, um dos melhores álbuns pop da existência.
Quando acaba você percebe que tudo fala sobre o ciclo que vivenciamos aos nos apaixonarmos. Você começa mergulhando de cabeça no desconhecido, provavelmente acabou de sair de algum relacionamento e agora quer viver a vida. Encontra aquela pessoa que te chama atenção, investe, começa outro relacionamento, se decepciona, sofre, aceita que a vida continua e repete tudo de novo. Pois é amores, “Kiss Me Once” é um trabalho feito para todos os momentos. Não importa seu estado de espírito, você vai encontrar respostas aqui.
Sabem o que eu diria para a Kylie neste exato momento?
Obrigado por esse presente sua linda. “Kiss Me Once” ficou perfeito.

Nota: 4,0 de 5,0