domingo, 23 de dezembro de 2012

Os 10 melhores cds de 2012


Nossa faz muito tempo que não escrevo nada aqui. Na verdade, com a correria do ano que incluiu um desgastante TCC e muito trabalho para fazer, acabei perdendo um pouco a vontade de escrever, e para quem conseguiu escrever um livro em apenas um mês, é algo completamente pecaminoso e triste. Aliás, o livro vai bem, mandou beijos e disse que um dia ele estará nas prateleiras, mas enquanto não me sinto confiante para publicá-lo (sim, tudo tem seu tempo, já dizia Mestre Yoda), vamos tirar a poeira desse blog um pouco.

Esse post não se refere ao que aconteceu no meu ano, que sem dúvida foi cheio de transições, muito menos para concluir todas as coisas que eu deixei aberto aqui – minha divertida viagem para o Chile, todos os shows que eu vi esse ano, todas as pessoas que eu conheci, meu conto baseado em Girl Gone  Wild da Madonna, etc. -, mas para fazer a tradicional lista com os dez melhores CDs que eu ouvi no decorrer do ano. Já adianto que a lista foi realmente difícil, já que tivemos excelentes lançamentos ao longo dos doze meses, por isso ao término desse texto farei algumas menções honrosas. Chega de falar e vamos ao que interessa:

10º) Christina Aguilera – Lotus
Vou abrir minha listinha com o grande retorno da Christina Aguilera. Sem dúvida o Lotus foi um dos CDs mais aguardados do ano. Depois de um péssimo “Bionic”, todos estavam curiosos para saber como seria o novo trabalho da Aguilera que vinha sendo vendido pela mídia especializada como algo fora do normal. Qualidade essa que ficou comprovada assim que o primeiro single do projeto saiu. “Your Body” tem a mesma sensualidade do “Stripped”, a mesma força vocal do “Back to Basics” e a batida dance de “Not Myself Tonight”, uma das poucas realmente boas do trabalho anterior da cantora. Mas “Your Body” não chega nem perto de descrever o quanto o cd novo é inquietantemente ótimo. Não dá para ficar parado ouvindo. Desde a abertura bem “Stripped”, passando pela segunda e poderosa “Army of Me” e completamente com as fantásticas “Let There Be Love”, “Blank Page”, “All Around The World” e “Just a Fool”, onde Aguilera divide o microfone com Blake Shelton. O fato é que o Lotus é um cd excelente, quase impossível de se ouvir apenas uma vez. Recomendo até mesmo para quem não gosta de pop.



9º) Keane – Strangeland
Sabe aquele cd que você coloca para caminhar sozinho? Ou então dirigir por ai sem rumo? Aquela seleção gostosa de música que você faz quando está querendo colocar as ideias em ordem e relaxar? Essa é a melhor maneira de expressar o que eu sinto toda vez que ouço o “Strangeland”, novo cd do Keane. Batidas gostosas de ouvir, letras marcantes e a voz gostosa do Tom Chaplin tornam esse álbum o melhor da banda. A abertura com “You Are Young” já mostra que você está diante de uma droga – no bom sentido da palavra –, que vai te pegar de jeito e te viciar até que uma nova droga entre em sua vida. Realmente é quase impossível de enjoar de um trabalho como o “Strangeland”, principalmente de músicas como “Silenced by the Night”, “Soverign Light Café” e “The Staring Line”.



8º) Regina Spektor – What We Saw From the Cheap Seats
Quer explodir de fofura? Então corra agora para ouvir esse novo cd da Regina Spektor. É simplesmente a junção de açúcar, tempero e tudo que há de bom. Só que ao invés de termos “As Meninas Superpoderosas” como resultado, saiu esse “What We Saw From The Cheap Seats”. Cada música que você avança, fica o pensamento: será que ela consegue ser mais fofa? Acredite! Ela consegue! Até mesmo na comercial “All The Rowboats”, primeiro single desse trabalho. Destaco faixas como “Small Town Moon” que abre o cd, “Don’t Leave Me”, “The Party” e “Jessica”.



7º) Madonna – MDNA
Confesso que sou desse fãs um pouco hereges da Madonna. Não gosto do “Ray of Light” e tão pouco do “Music”, adoro o “Confessions” e o “American Life” e acho que ela deveria se envergonhar de ter lançado o “Hard Candy”. Mas uma coisa que eu não deixo de pensar ao ouvir cada um desses trabalhos é: “a Madonna já fez praticamente tudo”. Esse pensamento deve ter passado por ela também, porque essa é justamente a sacada desse “MDNA”. Madonna fez um grande medley de tudo o que já fez ao longo de sua carreira, principalmente desde seu grande retorno com o “Ray of Light”. O gostoso desse cd, além do pop farofa bem amarradinho e gostoso de ouvir e dançar, é ficar tentando adivinhar de qual fase tal música pertence. O cd é excelente já começando com a música de abertura. “Girl Gone Wild” é talvez um dos pops mais farofeiros que eu ouvi no ano, mas ainda assim é talvez uma das minhas favoritas do cd. É gostosa, é dançante, é animada, é ousada, é Madonna. “Gang Bang”, “Turn up the Radio”, “I don’t give A”, “Masterpiece”, “Love Spent”, são dignas de aplausos. Mais uma vez Madonna mostra que é definitivamente a rainha do pop, e se outras podem copiá-la, porque ela mesma não? 



6º) Mumford and Sons - Babel
O primeiro cd do Mumford and Sons faz parte da minha seleta lista de cds de cabeceira. Aqueles CDs que você simplesmente nunca deixa de ouvir. Sou completamente apaixonado pela banda e esse cd novo me deixou completamente orgulhoso. A sonoridade da banda está mais madura, mais forte, mais marcante. As letras continuam excelentes e as músicas cada vez mais viciantes. Na primeira ouvida, “Hopeless Wonderer” me pegou de surpresa e se tornou uma das minhas cinco músicas favoritas nesse ano. “Below my Feet”, “Lover’s Eyes” e “Babel” são outras músicas são capazes de tirar o fôlego do ouvinte.  



5º) Kiss – Monster
O nome do cd não poderia definer melhor o Kiss. Sem dúvida alguma eles são os monstros do rock. Sem mudar completamente nada do estilo classic da banda, mas mantendo a ótima qualidade musical, esse novo cd do Kiss é para colocar e ouvir sem medo de ser feliz. Todas as músicas são boas mesmo que algumas letras sejam bobinhas. A banda continua mantendo sua excelência. Ainda não realizei meu sonho de ver um show do Kiss, acabei perdendo o desse ano, mas tenho certeza que as músicas novas devem funcionar muito bem ao vivo. Dou realmente graças a Deus por ainda existirem bandas como o Kiss que conseguem fazer um trabalho tão bem feito como esse “Monster”, rock n roll cru e de qualidade como há muito eu não escutava. Vida longa ao Kiss! \m/



4º) Phillip Phillips – The World From the Side of the Moon
Confesso que é dificil dar crédito a um vencedor do American Idol. Principalmente depois que o programa perdeu muito da credibilidade. Não menosprezando o talento dos participantes, mas é difícil sair um cd ali que me agrade de verdade. E então veio o Phillip Phillips que venceu a última edição do programa, com um single chamado “Home” e uma influência louca em Mumford and Sons e Dave Matthews Band. Claro que eu surtei. Algumas semanas depois de conhecer essa música o cd dele foi lançado. O coloquei em quarto lugar, porque a partir daqui são os CDs que realmente me prenderam e me fizeram ouvir de maneira incessante. Eu simplesmente não conseguia, e não queria, parar de ouvir o cd do Phillips. “Man on the Moon”, “Gone, Gone, Gone”, “Get up Get Down”, “Drive Me”, é uma música melhor que a outra, somada a voz gostosa do cantor. Acabei descobrindo que outras pessoas estavam viciadas já que o cd foi excelentemente bem nas vendas e o single, “Home, foi primeiro lugar no top da Billboard. Em tempos difíceis, onde a música esta cada vez mais robótica, alguém como o Phillip Phillips fazer sucesso é digno de louvor. 



3º) Joss Stone – The Soul Sessions Vol. 2
Esse ano foi muito especial para a Joss e para mim. Ela voltou com tudo as paradas de sucesso com o lançamento desse “The Soul Sessions Vol. 2” e eu finalmente a conheci pessoalmente. Mesmo que isso seja história para outro post, posso adiantar o quanto foi um momento inesquecível na minha vida. Joss é de uma simpatia e simplicidade que não tem tamanho. Sem contar na beleza e vozeirão. Esse cd é continuação do seu primeiro trabalho “The Soul Sessions” e traz versões – bem acima da média -, de músicas da soul music que são bem pouco conhecidas. O cd começa com “I Got the...” e uma batida bem negra.
Espetacular. Segue com a poderosa “For Gods Sake” e a deliciosa “While You’re Out Looking For Suggar”. Ouvi esse por dois dias sem parar para viver, e posso dizer que foi um dos melhores da Joss. Os big old fãs podem até me julgar, já que o coloco acima de cds como “Mind, Body e Soul” e “Introducing”, mas o que ouvimos aqui é uma Joss crescida que voltou as raízes para mostrar que não é mais uma menina que gosta de cantar descalça, fumar maconha e beber chá enquanto canta, hoje é uma mulher que sabe muito bem o que quer e tem total domínio de sua voz. É um cd espetacular. 



2º) Taylor Swift – Red
Fiz bico torto quando ouvi o primeiro single desse cd. “We Are Never Ever Getting Back Together” não tinha nadinha de nada da Taylor que eu aprendi a amar. Era pop, grudenta e com uma letra mais teenager que a fila do show do Justin Bieber. Contudo eu sabia que se a Taylor estava caminhando por águas pop, ela estava com vontade disso. Afinal ela não faz nada que não queira. E então o cd saiu e eu ouvi. Amor a primeira ouvida. “State of Grace” é batidinha, rockzinha, pesadinha e com uma letra fantástica. Seguida pela FENOMENAL “Red” e “Treacherous” abre o cd com chave de ouro. Todas as músicas tem uma pegada mais pop/rock mas mostram uma evolução pessoal da própria Taylor, que conta tudo o que já sofreu nas mãos dos homens sem medo de ser feliz. O cd é uma verdadeira auto análise para um coração partido que passa do sofrimento da perda – “Red” -, até o recomeço – “Begin Again” que encerra o álbum . Foi sem dúvida um álbum excelente e com uma sonoridade espetacular. Se você ainda não escutou, não sabe o que está perdendo.



1º) Muse – The 2nd Law
É claro que o primeiro lugar seria para o novo cd da melhor banda da galáxia. E não é apenas porque o Muse é minha banda favorita é que eles estão em primeiro lugar. É porque é fato de que o cd é o melhor do ano. Houve muita polêmica envolvendo o trabalho. Desde a forte influência em Queen – que os recalcados dizem que é cópia -, até o uso de dubstep na faixa Unsustainable. A primeira música, “Supremacy” te pega pelo braço, te joga na parede e te torna uma pessoa diferente. É pesada, acompanha uma orquestra fabulosa e a letra de tá um verdadeiro tapa na cara. Existe ainda a surpresa de duas músicas cantadas pelo Chris que são de um orgasmo sem fim. Ouvi o cd por uma semaninha inteira, e ainda escuto sem parar. Não consigo cansar. É ótimo. É de qualidade. É Muse! <3



Menções honrosas.
Antes de encerrar gostaria de deixar aqui algumas menções honrosas desse ano, como o cd novo da P!nk “The Truth About Love” que é fantástico e cheio de parcerias, o novo da Ke$ha “Warrior” que foi talvez a grande surpresa do ano, o novo da Norah Jones, o Lawson que é uma banda britânica de pop rock apadrinhada pela Jessie J que fez um cd bem delicinha de ouvir, Saint Motel com seu álbum debut totalmente acima da média, Emeli Sandé com uma voz potente e forte, Of Monsters and Men, Sigur Rós, o grande retorno do No Dobut e Garbage, o novo do Gossip que é gostoso de ouvir, a ótima trilogia do Green Day “Uno! Dos! Tres!” e até mesmo o novo do The Killers que eu ainda não consegui acostumar.
E já que o mundo realmente não acabou no dia 21, espero que 2013 seja tão bom musicalmente quanto 2012.
Feliz Natal a quem me lê! =)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher!

Dia Internacional da Mulher é igual dia dos pais, dia das mães, Natal... É muito comum encontrar em todos os meios e veículos de comunicação peças exaltando as melhores qualidades das mulheres em forma de poesia, com uma trilha sonora emocionante que faz todo mundo encher os olhos de lágrimas. Eu poderia ser completamente clichê agora e utilizar algo como: "ó mulher que alegra as manhãs de domingo, com seu sorriso deslumbrante e os caracóis de seus cabelos que contam a história de nosso amor, perdido e encontrado por muitos e muitos anos...", mas ao invés disso, vou falar um pouco sobre como é participar deste universo tão cheio de mistérios, sutilezas, desafios e paixão, como universo feminino?

Já pararam para pensar que esta história de "a mulher é o sexo frágil", talvez seja a coisa mais mentirosa que alguém já disse? Se analisarmos por todas as situações que a mulher é submetida, talvez tenhamos que rever este conceito. Cólica, dor do parto, menstruação, tpm, depilação, algumas ainda trabalham o dia inteiro, são excelentes profissionais e no final do dia ainda encontram forças e ânimo para ser esposa, mãe e amiga.

Existem muitas mulheres brilhantes: Oprah Winfrey, Rainha Elizabeth, Madonna, Marisa Monte, Fernanda Montenegro, Fernanda Torres... Algumas que estão até mais perto do que eu imagino: minha mãe, minha avó, minhas melhores amigas... Todas são cheias de charme e possuem uma maneira de demonstrar amor, carinho e determinação capazes de inspirar uma nação inteira, com apenas um simples olhar. Aliás, talvez esta seja uma das grandes qualidades das mulheres, a capacidade de dizer tudo com apenas um olhar.

Tem aquele olhar carinhoso, que te abraça e demonstra total companheirismo. O olhar de "em casa conversaremos", que normalmente vem da mãe, te fazendo pensar "sujou, estou encrencado".  O olhar "preciso de um abraço", o olhar "estou cansada", o olhar "estou preocupada", o olhar "Treinada Para Matar" - muito CUIDADO com este - e talvez o olhar que é capaz de converter até o coração mais duro de todos, o olhar "eu te amo". Existe olhar que te faça amolecer mais rápido do que este? Não importa se vem dos olhos da esposa, namorada, mãe, vó, amiga... basta receber e se render.

Toda mulher gosta de receber flores, gosta de ouvir "eu te amo" e é claro encontrar uma boa porcentagem anunciando liquidação. Toda mulher gosta de comprar roupas novas, se produzir, andar pelas ruas com as mãos cheias de sacolas como se fosse a própria rainha da Inglaterra, graciosa, poderosa, fina e deslumbrante. Toda mulher gosta de roupas, sapatos, bolsas, lingeries, chocolates, uma boa noitada com os amigos, dançar, paquerar, mudar os cabelos, renovar a aparência, sentir-se bonita... Ouvir que está bonita.

Pois é! A todas as mulheres que tornam a minha vida uma verdadeira aventura, sem você, nada disso aqui teria graça.

Feliz Dia Internacional da Mulher.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mary as a Bitch - Parte 1

Era uma belíssima manhã de outono. 21 de maio de 1980. No dia em que George Lucas apresentava o segundo episódio de sua saga espacial “Star Wars”, nascia Maria Alice Medina das Dores. Filha de Osvaldo das Dores e Clara Medina, uma menina saudável, de belos olhos verdes, cabelo loirinho quase imperceptível e uma pele rosadinha e fofinha.

Osvaldo, no auge de seus 33 anos, advogado formado com grande sucesso profissional, trabalhava em uma das mais respeitadas empresas de advocacia da cidade. Com expressões severas, estatura mediana e formação familiar rígida, aprendeu desde cedo o significado do esforço e do trabalho. “O trabalho edifica a alma”, dizia seu já falecido pai, Carlos das Dores.
Em setembro de 1977 conheceu a bela Clara Medina. Uma jovem de longos cabelos loiros, olhos azuis como o oceano, filha do pastor da igreja que freqüentava. Foi amor a primeira vista. Ela tímida, ele um pouco rude, logo perceberam que estavam ligados pelo sagrado laço eterno. E como o pai de Clara dizia, “o que Deus uniu, o homem não separa”, se casaram após um ano de namoro.

No inicio tiveram algumas dificuldades. Por algum tempo chegaram a ser infelizes. Muitas brigas, muitas adversidades. Mas mantiveram-se sempre fieis a Deus, e mesmo que discordassem em quase tudo, mantiveram-se fieis um ao outro. “É uma provação, iremos passar por isso juntos e Deus irá edificar nosso lar”, dizia Osvaldo. Era o final dos anos 70, uma nova década estava por vir, novas esperanças, novas perspectivas, e para a felicidade do casal, uma nova vida chegara para iluminar suas vidas.

E foi assim que nasceu a doce Maria Alice. Uma jovem afável, de beleza sem par, completamente abençoada por Deus. “Perfeita como a melodia de uma canção entoada por anjos”, dizia sua mãe.

Osvaldo que era rude, já que sua educação o formará assim, sentia como se uma chama de amor incondicional se acendesse em seu peito toda vez que tomava a filha nos braços. Já não importavam as dificuldades, ele tinha em seus braços um presente de Deus para alegrar seus dias.

Criada longe das atividades mundanas, Maria cresceu na agitada década de 80. E quando completou seis anos, foi enviada para um colégio presbiteriano. Teria oportunidades, teria uma boa formação e seria educada nas bases cristãs. Coisas que seus pais não tiveram a chance de ter.

Amada pelos professores e pelos coleguinhas, Maria era uma criança tranquila, que se limitava a fazer exatamente aquilo que esperavam dela. Aprendera desde criança que precisava se manter pura até o dia que fosse se entregar ao homem que escolheria passar o resto de sua vida.

Porem, mesmo com os esforços constantes dos pais em afastá-la das atividades pecaminosas do mundo, logo Maria descobriu Madonna que viria a se tornar sua completa devoção. Mas ela sabia que era errado, por isso fora forçada a manter seu amor pela cantora em segredo. Era 1990, e a Madonna acabara de lançar sua primeira coletânea, ‘The Immaculate Collection”. Maria sabia que Madonna não poderia ser uma enviada do demônio como sua mãe muitas vezes dissera. "Ela canta sobre ser virgem, e canta músicas sobre ouvir a voz de Deus, não é exatamente isso que estão me ensinando?”, pensava sempre que sentia raiva de sua mãe por ofender a cantora.

Porém, ao ouvir “Justify My Love” escondida de seus pais, Maria não sabia que algo estava sendo despertado em sua alma. Um desejo, uma vontade que futuramente ela jamais saberia explicar de onde viera. Era a puberdade chegando. 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Receita de Bolo: This is monday...

Lá fora os termômetros rompem a temida barreira dos 30º C. Para um mero habitante de São Paulo, a maior cidade do país, é quase a morte. Roupas curtas e leves tomam cada vez mais espaço nas ruas e o guarda chuva, antes fiel escudeiro, já não se mostra tão necessário quanto a alguns dias. A cidade não está tão cheia, talvez seja o horário. As buzinas estão mais calmas e dá janela do quinto andar anseio por ouvir as badaladas da catedral da Sé anunciando a hora do almoço. A moleza e a preguiça se fundem as muitas tarefas e então me envolvo em minha tão respeitada bolha musical. É hoje é segunda-feira. Como tantas outras!
 

(com) Orgulho e (sem) Preconceito!

E hoje eu terminei de ler "Orgulho e Preconceito". Eu simplesmente adoro quando um livro consegue despertar todos os sentimentos em você: amor, raiva, desespero, angustia, preguiça, ansiedade. E é muito melhor quando a autora é tão extraordinária a ponto de fazer você se apaixonar perdidamente por todos os personagens, até os de caráter duvidoso. Você torce por eles, os odeia e praticamente é transportado para a difícil sociedade do século XVIII. Leiam assim que puderem, é sensacional! Fazia tempo que eu não amava tanto um livro assim...

Receita de Bolo: The Piano!



"Meus dedos não se movem sobre este piano de modo magistral como os de muitas mulheres que já vi. Não têm a mesma força, ou rapidez, nem alcançam a mesma expressão. Mas sempre considerei isso culpa minha. Porque nunca me dei ao trabalho de praticar. Não é uma questão de acreditar ou não que meus sejam capazes quanto os de qualquer pianista superior" - Elizabeth Bennet.

domingo, 29 de janeiro de 2012

No Limite da Mentira

Em 1997, Bruno Barreto apresentava ao mundo o seu “O Que é Isso Companheiro?”, longa-metragem sobre um grupo de separatistas que sequestraram o embaixador norte americano no Brasil, em 1969, durante a época de ditadura militar. Em 1997 uma revelação chocante atingiu os ex-agentes do serviço secreto israelense, envolvidos em uma trama repleta de segredos e mentiras durante uma missão em 1965.

A citação do filme de Barreto não fica apenas no ano. Mas no próprio enredo base em si. Neste “No Limite da Mentira” três agentes israelenses são incumbidos de localizar e seqüestrar um criminoso nazista acusado de matar e torturar milhares de crianças judias durante o período de guerra.

O suspense de espionagem estrelado por Hellen Mirren, Tom Wilkinson e Sam Worthington remete muito ao filme brasileiro por ter grande parte de sua ação passada dentro de um apartamento, sujo e caindo aos pedaços, durante o período de prisão do grande vilão Dr. Vogel. Contudo, a diferença se dá justamente na presença de Vogel na trama. Interpretado com maestria pelo ator Jesper Christensen, o personagem mostra que é frio e não tem vergonha das atrocidades que cometeu durante o período de serviço ao governo Hitler. E ele jogará isso friamente na cara do trio, provocando emocionalmente cada um deles – e a nós também.

Envolvidos em um triangulo amoroso, os agentes serão colocados a prova de lealdade, sanidade e patriotismo em um desfecho de cair o queixo.



Durante toda a 1h50 de duração, Christensen rouba a cena e consegue ganhar empatia, antipatia, raiva e tensão do espectador, sendo muito bem suportado pelo trio principal: Jessica Chastain, Sam Worthington e Marton Csokas. Baseado no filme “Há-Hov” de Assaf Bernstei, “No Limite da Mentira” é um filmaço, que prende a atenção do inicio ao fim, daqueles que você entra na história e torce pelos personagens. Não vai mudar a vida de ninguém, mas é um excelente entretenimento. Mais uma chance para ver o quanto Helen Mirren é fantástica!  


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Um dia te turista em São Paulo

Aproveitando que o Matheus veio para São Paulo me visitar, convoquei minha querida e amada amiga Poli para mostrar esta cidade que tanto amamos para o mineiro. Reservamos o sábado para mostrar alguns dos pontos mais procurados pelos turistas da cidade. 

Antes de tudo gostaria de salientar que o mineiro, carinhosamente chamado de “pão de queijo” pela Poli, ficou vislumbrado com o metrô de São Paulo. Sim, muitos podem achar estranho, afinal, metrô não é sinônimo de bons momentos para alguns, contudo, em Belo Horizonte existe apenas uma linha que liga nada a lugar nenhum. E como o sistema metroviário de São Paulo tem fama de ser um dos melhores do mundo, era de se esperar que um turista ficasse impressionado com a quantidade de estações e linhas que abastecem a cidade – e olha que eu ainda acho precário. Enfim. O ponto de encontro foi a praça da Liberdade, uma vez que a estação Sé (estação central em São Paulo), é imensa e o risco de se perder por lá é grande.

Nos encontramos e partimos a pé para a Catedral da Sé. Quando paramos diante da catedral, o mineiro simplesmente surtou. E quem não surta, não é mesmo? A catedral da Sé é um lugar belíssimo, com influências góticas, clássica e imponente. Dentro é possível apreciar os detalhes dos vitrais e as esculturas de anjos e santos. É curiosos observar que ao invés das famosas gárgulas e anjos, as estatuas que “protegem” a construção são na verdade animais exóticos da fauna brasileira.
 

A construção da catedral se deu em 1913 pelo primeiro arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, sendo a maior igreja da cidade. Tem 111 metros de comprimento e 46 de largura. As torres laterais têm 92 metros de altura. A catedral possui ainda um gigantesco órgão, que foi construído e trazido de Milão em 1954. O órgão tem 61 teclas, uma pedaleira e 12 mil tubos sonoros. É o maior órgão de tubos do Brasil.


Uma pena que as criptas estivessem fechadas. Lá estão sepultados bispos e arcebispos da cidade, bem como outros personagens famosos da história do país. 


Depois da catedral, levamos o Matheus para conhecer as redondezas, leia-se, a famosa Praça da Sé. Com o pedido de que ele ignorasse a sujeira feita pelos muitos mendigos que se alojam no local, mostramos a ele o famoso marco zero, o lugar onde partem todas as rodovias com saída de São Paulo. Uma maneira delicada e sutil de dizer: “bem-vindo a São Paulo”. É claro que ele ficou encantado com o ponto que vai para Minas. 


Depois da Praça da Sé, os planos eram ir para a famosa Liberdade, contudo, estudante de direito quer sempre ver os prédios governamentais, então, Poli e eu o levamos para dar mais uma volta pelo centro e chegamos até o famoso Pateo do Collegio, onde tudo começou nesta cidade gigantesca.


O Pateo foi a primeira grande construção da cidade, entre os rios Tamanduateí (que o Matheus achava graça sempre que ouvia a pronuncia) e o Anhangabaú, afim de catequizar a população indígena local. Hoje as principais atrações do Pateo do Collegio são: a igreja onde se encontram restos mortais do Padre José de Anchieta, assim como vestimentas e lugares originais de oração, além do museu José de Anchieta que conta um pouco da história de São Paulo da visão dos jesuítas, e o sino do Pateo, que é muito legal de ir lá badalar. 


Depois da visita ao Pateo, finalmente fomos até a Liberdade. Famoso bairro oriental da cidade. Como eu trabalho na Liberdade, não consigo enxergá-la com os mesmos olhos deslumbrados de um turista que pisa ali pela primeira vez. Contudo, é um lugar bastante bonito, com luminárias típicas que lembram os antigos bairros chineses que víamos nos filmes. Como já estávamos cansados, demos uma paradinha no Mc Donalds. Vale ressaltar que até o Mc é caracterizado. Aos fundos, existe um jardinzinho que remete aos antigos jardins chineses. É muito legal de comer do lado de fora, quando não está chovendo, ou com um sol escaldante que faria o gelo do copo derreter.


Depois de conhecer o bairro da Liberdade, caminhamos até o Centro Cultural São Paulo, localizado na Vergueiro. Para quem nunca foi lá, o Centro Cultural é um lugar muito popular na cidade, onde as pessoas sempre vão em grupos para jogar RPG, estudar, ler, sentar-se na grama do jardim suspenso ou curtir alguma exposição, ou show, que esteja passando. A maior parte das atrações são gratuitas.

São Paulo = Avenida Paulista. E é claro que deixamos o melhor para o final. Depois de conhecer o famoso Centro Velho, levamos o Matheus para a parte mais agitada de São Paulo, a Paulista. A Paulista é um lugar que sem vergonha alguma, brinca com a arquitetura dos prédios locais. Diante de uma grande leva de pessoas que está sempre apressada, é sempre gratificante para qualquer nativo andar a avenida de ponta a ponta e observar o movimento. No fim, terminamos o passeio na Livraria Cultura. Um lugar surreal que sempre me fez sentir em casa. Quase um refugio para dias estressantes, quando eu não quero a companhia de ninguém a não ser a de um bom livro.


Tenho muitas e muitas histórias na Cultura, por isso, talvez, seja o meu lugar favorito na cidade. Depois de muito andar, a fome bateu mais uma vez e levamos o nosso convidado mineiro para o Pedaço da Pizza. Aquela pizza de chocolate é feita por deuses. Para encerrar a andança, o Matheus teve que conhecer a noite paulista na Augusta. Sempre agitada, para todos os gostos e estilos, é um lugar onde predomina o xadrez e a famosa cultura da botecagem, que ele, sendo de BH, conhece bem. Terminamos o dia dançando um pouco no Bofetada Club e então um café da manhã na Bella Paulista, parada obrigatória para qualquer fim de balada.  


Espero que ele tenha se divertido durante o passeio, eu com certeza aproveitei bastante. É muito divertido bancar o turista na sua própria cidade, você conhece lugares que antes nunca teve interesse em ver por sempre estarem ali. É engraçado como tem gente de fora nessa cidade, vira e mexe, era comum encontrar um grupo falando em inglês e tirando fotos. São Paulo pode sim, ser uma cidade turística. Faltou mostrar muitas coisas, o prédio do Banespa, o jardim botânico, o zoológico... Ele terá de voltar mais vezes, vocês não acham?