quarta-feira, 19 de março de 2014

A Perfect Contradiction - Paloma Faith

Antes começar a rasgar seda para esse novo álbum da Paloma Faith, preciso contar como conheci a ruiva. Foi no Orkut. Sim, faz um tempão (mesmo ainda achando um absurdo considerar 2008 um passado longínquo, foi tipo, semana passada), eu estava na comunidade da Joss Stone e alguém, em algum fórum, fez uma comparação entre a Joscelyna e a Palomão. Fiquei curioso para saber quem era essa perigosa na noite e pesquisei no Youtube. A primeira música que apareceu foi “New York”. Com uma voz forte, rasgada, bem Soul, adorei tudo no clipe e na música. Resolvi baixar o álbum de estreia dela chamado “Do you Want the Truth or Something Beautiful?” que tem dez músicas ungidas e cheia de poder.


Em 2012 ela lançou o segundo álbum chamado “Fall To Grace” com um lead singer que de tão maravilhoso fazia você sair do próprio corpo.


Agora Palomão chegou com um trabalho novo sambando na cara do recalque e mostrando que ela poderosíssima, fina e awesome. Intitulado de “A Perfect Contradiction” é só tiro, porrada e bomba de música boa atrás da outra.

Já começa com “Can’t Rely on You” que te convida a fazer a cara das inimigas de Sapucaí e sair sambando.



E vem “Mouth to Mouth” que é daquelas músicas que pedem palminhas no refrão, saca?


“Take Me” é uma vibe bem mais new Soul, com muito metal, muito jogo de guitarra, muito piano e uma batida que exige um dress code com Black Power bem tratado, daqueles que tem pente embutido e tudo mais.

Agora antes de ouvir a próxima música você precisa ter uma coisa na cabeça: uma carruagem de fogo descerá dos céus e te levará ao paraíso. “Only Love Can Hurt Like This” não é apenas uma música maravilhosa sobre dor de corno, é um tapa na cara da sociedade de tão poderosa. Com uma vibe que soaria perfeita para a falecida e saudosa Amy Winehouse, bem blues, a música tem uma levada mais sombria e a Palomety mostra que comeu o pão que o diabo amassou com esse trem chamado amor. Ela pode ter ficado triste, mas a gente pula de alegria com essa música que é puro louvor aos ouvidos. Já virou hino.

Aí você me pergunta: menino, mas depois disso o álbum consegue continuar bom? Graças a Deus, Todo Poderoso, Criador dos céus e da Terra, fica cada vez melhor. “Other Woman” te lembra os bons hits de cantores como Ray Poder Charles. O refrão tem aquelas backing vocals com permanente, calça boca de sino e que fazem passinhos com as mãos, sabe? Ah! Sem contar que a letra é uma fossa sem fim.

“Taste My Own Tears”, quem nunca? “And its make me crazy, cause I can’t stop thinkig of you”, clama Palominha. Quem nunca? (2) Essa música fala sobre aquele momento que você termina um relacionamento e não consegue tirar o encosto da sua cabeça. Você bebe, pega geral, passa o rodo mesmo, acorda na cama de estranhos, mas nada adianta, você continua pensando no filho de uma égua que te tratou como um lixo. E o que você faz? Chora! Até sentir o gosto das próprias lágrimas. Ai que loucura! Fiz isso ainda semana passada. Risos.


Mas depois de sofrer você vem com “Trouble With My Baby” que também é uma depressão sem fim, mas tem um ritmo frenético que faz você dançar em torno da própria sombra.

“The Bigger You Love” é a mais baladinha do álbum. Também é de fossa. Gente, quem será que partiu o coração da Paloma de maneira tão brutal assim? “Quanto mais você ama, mais você cai”, que isso colega? Vamos conversar, chega mais.

“Impossible Heart” fala sobre mim. Risos. “I fall in love to easily”, diz a Paloma no começo da música. No momento que ouvi isso eu pensei: SOU EU! SOU EU!!! EU AQUI!!! “My damn impossible heart, won’t save me, I can’t change”: SIM SOU EU! PARA DE CONTAR MINHA HISTÓRIA NA MÚSICA MENINA! Que absurdo, vejam só vocês! Tirando o fato de ela contar minha vida em uma música, a batida é maravilhosa, bem Donna Summer.  

Agora se liguem no nome da próxima música: “Love Only Leaves You Lonely”. Vem gente, preciso de um abraço em grupo. O que dizer sobre essa música que fala tanto sobre a vida? “Love, Just left me lonely. And I ain’t got nobody, to call my own”, tá? A verdade dita na sua cara. Essa é o tipo de música que você fecha os olhos, abraça o ursinho e chora no cantinho da cama bem encolhido. Depois se levanta, encosta na parede e chora escorrendo bem lentamente. Daí você deita no chão em posição fetal e chora mais um pouco. Aí levanta e sai vazada, jogando o cabelo, porque você não é obrigada que as inimigas vejam sua tristeza por falta de sorte com o amor. Vem amigue, eu te entendo.



Depois que você chorou toda a sua vida na música anterior, o álbum termina com “It’s the Not Knowing”, que é tipo: “ah foda-se, cansei de sofrer por você, quer ir pegar outra pessoa vá, isso não é o que dói mais”. E ai você fala isso na cara do bofe ou da bofa, grita na cara dele(a) e vai embora pro bar paquerar porque minha gente, a vida é mais que sofrer por alguém, né?


Quando o álbum acaba você ouve de novo. Deus abençoe cantoras como a Paloma Faith <3



Nota: 5 de 5

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