domingo, 16 de março de 2014

Crítica: Foreverland (Foreverland, 2011, EUA)



Filmes sobre doenças são comuns em Hollywood desde sempre. Já fomos expostos a histórias sobre diversos tipos de câncer, HIV, diabetes e por aí vai. A lista é extensa e ficaríamos um bom tempo enfileirando todas as produções. Exatamente pelo fato de serem tão presentes em nossas vidas, rodar um filme sobre qualquer tipo de doença exige uma dose de sensibilidade por parte do diretor, o que faz a tarefa ser um verdadeiro campo minado: um simples passo em falso e tudo explode em cima de você, tornando aquela história que poderia ser extremamente emocionante em um dramalhão de “sessão da tarde”.

São poucos os casos que realmente deram certo sem apelar para o melodrama intenso: O Óleo de Lorenzo de 1992, Filadélfia de 1993, O Líder da Classe de 2008, Uma Prova de Amor de 2009 e o mais recente Clube de Compras Dallas são alguns dos bons exemplos que temos na cinematografia hollywoodiana. Totalmente perdido na listagem e apresentado ao público brasileiro apenas agora, Foreverland é um excelente candidato a participar desta seleta lista.


O roteiro escrito por Shawn Riopelle e Max McGuire (que assina a direção) acompanha a história do jovem Will Rankin (Max Thierriot), diagnosticado com fibrose, que viaja com a irmã de um falecido amigo até o México para encontrar um místico santuário que os antigos acreditavam ter poder de cura.
O grande acerto do filme é deixar a fibrose em segundo plano e tratar do laço criado entre Will e Hannah.

Eles nunca tiveram contato e, de repente, partem para uma jornada de carro até o México. Ela um espírito livre e ele um garoto mimado que nunca deixou a cidade. Fica claro que a intenção do diretor não era tratar sobre os sintomas da doença, mas sim mostrar a jornada libertadora de um jovem que passou a vida aguardando o último suspiro (Will visita frequentemente um agente funerário para escolher o caixão perfeito).
Com uma bela fotografia, paisagens deslumbrantes e uma trilha sonora que dita o ritmo emocional da trama de maneira certeira, Foreverland é um road-movie canadense independente que faz o espectador rir e chorar ao mesmo tempo. Com certeza vai emocionar até mesmo o mais duro dos corações.

Completam o elenco: Sarah Wayne Callies (de The Walking Dead) e Juliette Lewis (de O Cabo do Medo, Um Drink no Inferno e Álbum de Família).

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[rating: 5]

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