Eu sei... Eu sei... Faz muito tempo que não apareço por
aqui. Sei que muitos de vocês têm cobrado e me dado várias broncas para eu não
deixar o blog morrer, mas confesso que sou possuído por uma preguiça eterna em
sentar diante do computador para escrever algo. Na verdade é que estou
apaixonado pelo meu novo diário, tenho trabalhado nele todos os dias desse ano,
alguns posts são mais agressivos, alguns são reflexivos, alguns apenas um
emaranhado de desabafos, mas tem dado muito certo para manter minha sanidade em
alta, principalmente nesse ano que começou cheio de altos e baixos.
O problema de manter o blog é que nem tudo o que eu escrevo
pode ser postado aqui. Alguns textos realmente são uma verdadeira torta de
climão, então, encontrar um tema interessante para compartilhar com as poucas
pessoas que acessam esse blog é uma tarefa bastante difícil. Então, sentei aqui
no computador, coloquei o último álbum da Cat Power para tocar e cá estou eu
digitando um amontoado de palavras que até agora não fizeram sentido entre si.
Resolvi contar para vocês sobre uma série que comecei a
assistir recentemente, mas que já virou uma das minhas favoritas: Doctor Who.

Alguns amigos já haviam me dito para assistir, mas com a
falta de tempo e com o acúmulo de episódios atrasados das séries que eu já
acompanho, fui forçado a adiar. Agora, como estou em casa e sem absolutamente
nada para fazer, resolvi embarcar nesse universo. E posso dizer? Por que eu
demorei tanto para assistir?

Ainda estou no quinto episódio da primeira temporada, mas já
deu para sentir que a série é dotada de um sarcasmo e um cinismo tão infame que
seria impossível eu não me apaixonar de imediato. O enredo fala sobre um
alienígena que consegue viajar através do tempo, conhecido apenas como “The
Doctor”. Ela vaga de lugar em lugar dentro de uma nave chamada “TARDIS” que
parece uma cabine da polícia de Londres. A partir daí ele se empenha em salvar
civilizações de vilões impagáveis e maravilhosos (o último episódio que eu
assisti, a Terra fora invadida por ETs que só podiam invadir corpos de pessoas
de peso elevado, já que eles precisavam de espaço).

A trama tem tanta influência do mestre Douglas Adams que
meus olhos brilham. Christopher Eccleston interpreta o Doctor nessa primeira
temporada. A série é tão espetacular que no segundo episódio, a Terra será destruída
(o prazo expirou e bilhões de anos no futuro ela já não suportará o calor do
Sol, meio o que já está acontecendo, SOCORRO) e para embalar o evento eles
escutam uma balada tradicional do século 21: Toxic da Britney Spears. Como não
amar uma série que faz tantas referências maravilhosas como essa?

Como já está na oitava temporada, é possível que eu demore
um pouco mais para terminar a maratona.
Ainda mais porque estou intercalando
com Sex and the City. Mas não tenho pressa, quero curtir de maneira
satisfatória cada episódio dessa minha nova paixão televisiva.


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