sábado, 22 de fevereiro de 2014

Philomena (Philomena, Reino Unido, EUA, 2013)



Na Irlanda dos anos 50, a jovem Philomena Lee engravida após uma aventura sexual com um desconhecido, sendo enviada para um convento pelo próprio pai. Ela trabalha arduamente em troca de um lugar para morar, enquanto seu filho é posto para adoção. Anos depois, no ano em que Anthony (seu filho) completaria 50 anos, ela resolve partir em busca de seu paradeiro. Através de sua filha, acaba conhecendo o jornalista Martin Sixsmith que a ajuda descobrir pistas da vida que o filho levou junto à família adotiva.

Essa é a história de “Philomena”, longa dirigido pelo sempre talentoso Stephen Frears (“A Rainha”) que está indicado em quatro categorias no Oscar deste ano: melhor filme, atriz para Judi Dench, roteiro adaptado e trilha sonora para Alexander Desplat (que compôs a belíssima trilha de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”).



O grande triunfo de “Philomena” é não optar pelo piegas e fugir do dramalhão lacrimoso. O que ganha destaque aqui é a história de amizade que se inicia entre Philomena (Dench) e Martin (Steven Coogan, que também assina o roteiro ao lado de Jed Pope). Ela é uma senhora religiosa que acredita que o pior pecado da humanidade seja sentir ódio contra o próximo a todo tempo, ele é um jornalista impaciente e incrédulo que encontra na história de Philomena uma chance de adentrar no universo literário, mas que descobre na situação uma maneira de se auto descobrir, principalmente no sentido religioso.

Inspirado no livro de Sixsmith, “The Lost Child of Philomena Lee”, é um road movie que expõe assuntos como “fé”, “perdão” e “lealdade” sempre com uma pitada certa de humor, evitando que a narrativa caia no peso dramático que envolve a história. A química entre a dupla central é primorosa e a direção de Frears é ponderada e sutil, fazendo a trama crescer na tela vagarosamente.



É um filme que você assiste com um sorriso no rosto diante de toda a determinação e ingenuidade da protagonista e do sarcasmo e ceticismo de seu parceiro.

Nota: 4,5 de 5,0

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