Na Irlanda dos anos 50, a jovem Philomena Lee engravida após
uma aventura sexual com um desconhecido, sendo enviada para um convento pelo
próprio pai. Ela trabalha arduamente em troca de um lugar para morar, enquanto
seu filho é posto para adoção. Anos depois, no ano em que Anthony (seu filho)
completaria 50 anos, ela resolve partir em busca de seu paradeiro. Através de
sua filha, acaba conhecendo o jornalista Martin Sixsmith que a ajuda descobrir
pistas da vida que o filho levou junto à família adotiva.
Essa é a história de “Philomena”, longa dirigido pelo sempre
talentoso Stephen Frears (“A Rainha”) que está indicado em quatro categorias no
Oscar deste ano: melhor filme, atriz para Judi Dench, roteiro adaptado e trilha
sonora para Alexander Desplat (que compôs a belíssima trilha de “Harry Potter e
as Relíquias da Morte”).
O grande triunfo de “Philomena” é não optar pelo piegas e
fugir do dramalhão lacrimoso. O que ganha destaque aqui é a história de amizade
que se inicia entre Philomena (Dench) e Martin (Steven Coogan, que também
assina o roteiro ao lado de Jed Pope). Ela é uma senhora religiosa que acredita
que o pior pecado da humanidade seja sentir ódio contra o próximo a todo tempo,
ele é um jornalista impaciente e incrédulo que encontra na história de
Philomena uma chance de adentrar no universo literário, mas que descobre na situação uma maneira de se auto descobrir, principalmente no sentido religioso.
Inspirado no livro de Sixsmith, “The Lost Child of Philomena
Lee”, é um road movie que expõe assuntos como “fé”, “perdão” e “lealdade”
sempre com uma pitada certa de humor, evitando que a narrativa caia no peso
dramático que envolve a história. A química entre a dupla central é primorosa e
a direção de Frears é ponderada e sutil, fazendo a trama crescer na tela
vagarosamente.
É um filme que você assiste com um sorriso no rosto diante de
toda a determinação e ingenuidade da protagonista e do sarcasmo e ceticismo de
seu parceiro.
Nota: 4,5 de 5,0
Nota: 4,5 de 5,0



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