Em 1997, Bruno Barreto apresentava ao mundo o seu “O Que é Isso Companheiro?”, longa-metragem sobre um grupo de separatistas que sequestraram o embaixador norte americano no Brasil, em 1969, durante a época de ditadura militar. Em 1997 uma revelação chocante atingiu os ex-agentes do serviço secreto israelense, envolvidos em uma trama repleta de segredos e mentiras durante uma missão em 1965. A citação do filme de Barreto não fica apenas no ano. Mas no próprio enredo base em si. Neste “No Limite da Mentira” três agentes israelenses são incumbidos de localizar e seqüestrar um criminoso nazista acusado de matar e torturar milhares de crianças judias durante o período de guerra.
O suspense de espionagem estrelado por Hellen Mirren, Tom Wilkinson e Sam Worthington remete muito ao filme brasileiro por ter grande parte de sua ação passada dentro de um apartamento, sujo e caindo aos pedaços, durante o período de prisão do grande vilão Dr. Vogel. Contudo, a diferença se dá justamente na presença de Vogel na trama. Interpretado com maestria pelo ator Jesper Christensen, o personagem mostra que é frio e não tem vergonha das atrocidades que cometeu durante o período de serviço ao governo Hitler. E ele jogará isso friamente na cara do trio, provocando emocionalmente cada um deles – e a nós também.
Envolvidos em um triangulo amoroso, os agentes serão colocados a prova de lealdade, sanidade e patriotismo em um desfecho de cair o queixo.
Durante toda a 1h50 de duração, Christensen rouba a cena e consegue ganhar empatia, antipatia, raiva e tensão do espectador, sendo muito bem suportado pelo trio principal: Jessica Chastain, Sam Worthington e Marton Csokas. Baseado no filme “Há-Hov” de Assaf Bernstei, “No Limite da Mentira” é um filmaço, que prende a atenção do inicio ao fim, daqueles que você entra na história e torce pelos personagens. Não vai mudar a vida de ninguém, mas é um excelente entretenimento. Mais uma chance para ver o quanto Helen Mirren é fantástica!


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