segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Katy Perry! O melhor show pop do ano!

Dois dias depois de fazer o melhor show da noite no Rock in Rio, a minha diva pop mor, Katy Perry veio a São Paulo para apresentar sua “California Dreams Tour”, que diferente do que tínhamos visto no festival carioca, veio a terra da garoa completa. Comecei o dia almoçando com meus amigos na Hamburgueria da Rua Augusta, um lugar muito gostoso que serve um hambúrguer muito saboroso. Conversamos, rimos, matamos a saudade e então dividimos o grupo e finalmente nos encaminhamos para a Chácara do Jockey. Um lugar no quintos dos infernos, sem estrutura para receber um show de grande porte, porém, com uma acústica muito boa – diferente da Arena Anhembi.



Minha amiga de faculdade, Camila, já estava lá na fila desde às 12h. Como já estávamos meio velhos para enfrentar filas, e super conformados de já estarmos longe do palco por termos comprado o ingresso da pista comum, chegamos lá alguns minutos antes do portão abrir. Como já sabemos, show grande é um pouco burrice chegar muito cedo, uma vez que as pessoas começam a desistir do lugar onde estão e vai ficando cada vez mais fácil chegar na grade. E quando o show em si começa, é só pular e empurrar como se não houvesse amanhã – aprendi tudo isso nos meus anos "metaleiro do mau", indo a shows de bandas como Iron Maiden e Sepultura. Conclusão: Encontrei a Camila lá dentro na pista. (risos)

Mais ou menos 19h, um DJ entrou para agitar o público de 25 mil pessoas. A maioria menininhas de 13 a 15 anos, desesperadas para fazer a coreografia de Peacock junto com a Katy. Legal comentar que diante de muito Black Eyed Peas, Pitbull, Usher e essas coisas que estavam tocando, o DJ nos presenteou com Foster The People que somente minha amiga Cássia e eu conhecíamos. O resultado fora nós dois pulando e cantando enquanto grilos cantavam em toda a pista! 



Às 19h30 a Natalia Kills subiu ao palco para fazer um delicioso show de abertura. Muito espirituosa, chique e com músicas muito dançantes, ela fez um show que deu vontade de pedir mais. 20h em ponto o videozinho contando a historinha da garota sofrida que sonha em encontrar o grande amor começou a passar nos telões em forma de nuvem rosa. Aliás, tudo no palco é muito rosa. Aparentemente doces são rosas na cabeça das divas pop. Vai entender.

E então aos primeiros acordes de “Teenage Dream”, Katy surge linda, desafinada, simpática, sorridente. Cantou, ensaiou danças, pulou, interagiu com o público, se divertiu. E era apenas a primeira música. A segunda música foi “Hummbird Heartbeat”. Katy cumprimentou o público, soltou um palavrão: “this a slut machine, how can I say “slut” in portuguese? Poota?”, arrancando gritos de todo o público. Aparentemente é muito legal gringos falando palavrão na língua nativa (sem ironias, é legal mesmo).

A agitada “Waking Up in Vegas” fez a poeira subir, literalmente. Como disse no começo, a Chácara não tem estrutura para receber shows, ou você morre afogado em lama quando chove, ou morre sem respiração devido a toda a poeira que sobe quando as pessoas decidem pular. Mas isso não atrapalhou o show em nada. Katy fez tudo direitinho, como manda o figurino. Trocou de roupa várias vezes, interagiu com o público, cantou em um balanço, dançou com vários fãs no palco, tirou foto com um deles ao término da música e cantou muitos e muitos hits. 



Ao término do show eu estava acabado, feliz e satisfeito. Dos shows pop que fui este ano, sem dúvida alguma foi o melhor. Por mais que a Katy siga o roteiro pré-definido, é a que mais improvisa e se sente a vontade no palco. Ela realmente parece estar ali para se divertir junto com o público, e isso realmente contagia quem está assistindo. Acompanhada por uma banda muito boa, Katy segura a peteca durante as quase 2 horas de apresentação. Fez jus ao premio de melhor show que ganhou no EMA deste ano. GO KATY, SUA LINDA <3

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