sábado, 1 de outubro de 2011

Rock in Rio 2011: Katy Perry, Elton John e Rihanna

De vez em quando o Brasil consegue montar um festival de música decente. Destaco a ótima primeira edição do SWU ano passado que teve shows de bandas como Rage Against The Machine, Los Hermanos, Joss Stone (DIVA!!!), Kings Of Leon, Dave Mathews Band, Linkin Park, entre outras. Este ano a bola da vez foi o disputadíssimo Rock in Rio, que depois de 10 anos volta a sua cidade de origem com uma line up de encher os olhos de qualquer fanático por música.

Como já era esperado, os sete dias foram divididos em subcategorias, dia do pop, dia do pop rock, dia do metal, dia do soul, dia do pop de novo, dia do rock alternativo e dia do rock mais ou menos pesado. Não consegui acompanhar todos os dias, porque, né? Eu tenho uma vida para viver, mas vou comentar aqui sobre os que eu andei dando uma olhadinha, aqui de casa mesmo, já que não consegui comprar ingresso pra nenhum dia =/

Como já disse, tenho uma vida para viver, ou seja, não vi o show da Claudia Leitte no primeiro dia do festival. Ouvi algumas pessoas dizendo que foi fraco e sem um pingo de simpatia da cantora. Assim fica difícil, né?

Com alguns bons 40 minutos de atraso, a minha diva pop mor, senhorita Katy Perry subiu ao palco ao som de “Teenage Dream”. Por se tratar de uma apresentação de festival, o tempo era menor, então os videozinhos explicando a história do show foram cortados. Ela apareceu suspensa atrás dos telões rosa em forma de nuvem, e é claro, desafinou.



Mas pouco importa, veja bem, quem se prontifica a ir a um show da Katy, certamente estará ciente da potência vocal da moça, aliás ela mesma nunca escondeu isso . Mesmo assim encara os vocais ao vivo e se entrega ao público de corpo e alma. É impossível ficar parado. A segunda música foi “Waking Up In Vegas”, uma das melhores do “One Of The Boys”.

Super simpática, e seguindo um pré-roteiro como uma boa diva pop, Katy chamou um rapaz da platéia para ser seu namorado por uma noite. “Eu quero um namorado brasileiro, o cara tem que subir aqui sem camisa!”, e então apareceu o Julio de Sorocaba, de quem aliás a Katy chamou de “Juli-OOOOOOOH”, fazendo um som orgasmico no Oooooh! Katy beijou o rapaz e pediu que o mesmo retribuísse, após isso o expulsou do palco “Saia já do meu palco rapaz”, e começou a cantar “I Kissed a Girl”.



Cantando uma música atrás da outra, o show foi uma série de hits entoados em uníssono por toda a “cidade do rock”, eu mesmo me acabei aqui no sofá de casa, um esquenta pro show dela em São Paulo que seria dois dias depois – em breve uma resenha sobre esse show lindíssimo.

Vestida com uma bandeira do Brasil, cantou “Thinking of You” e depois trocou de roupa inúmeras vezes ao som da minha música favorita, “Hot n Cold”. Após pouco menos de 1h de apresentação, super curtinha mesmo =/, a Katy encerrou o show com a divertida “California Gurls” com direito a lançar chantily na platéia por um tubo gigantesco – infelizmente não foi pelos peitos como no clipe.



Katy deixou o palco ovacionada. Ela merece, claro.

Após uma pequena pausa, foi a vez so Sir Elton John subir ao palco. Eu particularmente não sou um grande apreciado de suas músicas, e arriscando levar pauladas e lâmpadas na cara, o considero um grande mala. 



Mas, de qualquer forma Elton John é Elton John, embalou muitos momentos românticos dos meus e dos seus pais ao longo dos anos, e o principal, embalou a infância de todo mundo na casa dos 20 com “Can You Feel The Love Tonight” do Rei Leão. Ou seja, amando ou odiando, o cara esteve presente na vida de todos e merece respeito pelos seus cabelos brancos – ninguém me tira da cabeça que ele usa peruca.

Não vou ser hipócrita, ou metido a cult e dizer que eu assisti ao show inteiro. Fiquei zapeando de canal em canal esperando que Sir Elton finalmente se retirasse do palco para que eu pudesse finalmente ver o último show da noite, o da Rihanna.

Aliás, fofocas de bastidores a parte, a produção do Rock in Rio trocou de última hora a ordem da apresentação do Elton e da Rihanna afim de que a testuda de barbados encerrasse a noite. Não achei nada polêmico, apenas gostaria de exaltar a falta de lógica na produção do festival ao montar a line up dos dias. Como é que você me coloca o Elton, totalmente old school em um dia com Rihanna e Katy Perry? Deveriam ter colocado ao lado do rei Steve Wonder, faria mais sentido.

Mas pelo pouco que assisti do show, tenho que concordar. Mesmo sentado no piano, o cara tem presença e sabe agitar uma platéia. Contudo, se queria colocar alguém mais maduro pra guiar o dia da molecada, colocassem o Paul pelo ou menos, teria sido muito mais divertido.

Todo mundo falou tanto do show da Rihanna em São Paulo, que foi isso e que foi aquilo, que eu fiquei maluco pra ver o show dela logo. Vencendo o sono e o cansaço de uma sexta-feira cheia, com direito a prova e a muito trabalho, lá estava eu pronto para balançar o esqueleto ao som de “Only Girl”, “What’s My Name” e “S&M”, minhas músicas favoritas dela. Mas a alegria durou pouco. A vaca resolveu fazer festa no camarim e atrasou 2h30 para subir no palco.

Uma infeliz mesmo. Ai quando era já 3h da madruga, todo mundo de mal humor e revoltado pela falta de respeito da testa de outdoor, eis que ela resolve dar o ar da graça no palco mundo. Com uma aberturinha bem cafona, ela entrou andando ao som de “Only Girl” e então só fez merda durante a 1h20 de apresentação.



Super bêbada, não conseguia cantar direito e ficava jogando pro público cantar por ela. Isso me irrita muito. 
Veja bem, uma coisa é você se emocionar e deixar o público cantar uma vez ou outra durante a música, porque sabemos que brasileiros gostam de cantar mais alto que o músico, mas outra é você não cantar a música inteira, como foi o caso de “California King Bed”.

Tentei me desligar um pouco das besteiras que dona Rihanna fazia no palco, ao vivo para o mundo inteiro e diante de 100 mil pessoas, e curtir “What’s My Name” que ganhou um ritmo mais dançante, “Man Down”, “Shut Up and Drive” e tudo mais, mas não deu por muito tempo. Irritado porque a única coisa que ela fazia era coçar a piriquita, esperei erroneamente até a última música, que era “Umbrella” para ver se ela faria alguma gracinha ou coisa e tal. Nada! Ao término do show eu estava cansado, com sono, de mal humor e irritado com a Rihanna. Dos que eu assisti, foi o pior, e olha que eu não curto Elton John. Antes tivessem deixado a Katy encerrar a noite. Ela faria um show completinho e animado e todo mundo sairia feliz. Aliás, ela é também muito pontual. No show de São Paulo entrou às 20h em cima e fez um show de 2 horas com direito a fogos de artifício. Mas isso fica para um outro post. J

5 comentários:

hey hey disse...

show da katy foi ótimo mesmo, levando todo o palco da tour. foi animado e divertido. a da rihi foi bem simples mesmo, mas até que me animei vindo, mas poderia ter sido melhor, realmente.

Anônimo disse...

Isso já valeu por tudo. Adorei (mesmo sem concordar a respeito do Sir. Elton John). Sem mais.
* infelizmente não foi pelos peitos como no clipe.

Aleff Nímia disse...

Conseguiu descrever o que eu senti nesse dia isudahaidsuha. Katy, apesar de desafinada e com um show curtinho, foi ótimo. Enquanto aos outros...

Alessandra Diniz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alessandra Diniz disse...

Esperei tanto pra ver Umbrella que é minha preferida da Rihanna, achando que ia arrepiar e foi um cocô. Tente outra vez, "testa de outdoor" como você mesmo disse hahaha

beijinhos

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